Terça-feira, 21 de Junho de 2011

"O quê?!" oiço-vos a exclamar. "O Fantástico Alexandre volta ao activo após quase um ano sentado no escroto? Não pode ser, não acredito. Pensei que Jesus voltava em Maio."

Pois é, caros companheiros depravados, cá estamos nós para voltarmos a meter esta merda no activo, como uma puta que precisa de pagar a renda e percebe que ser costureira não paga o que pagava. Vamos então saltar de cabeça para esta piscina de fétida nojice a que chamo a minha imaginação. Lembrem-se, não toquem em nada sob pena de virem a ter a sida.

O sol ilumina a planicie. Pela primeira vez em muitos anos, um pequeno e corcunda homem acorda com uma erecção. Teias de aranha permeiam o seu curto chouriço e várias comunidades de ácaros fogem dos seus decrépitos testículos. Ao acordar na sua torre vazia, este pobre anão exclama "Heia, caralho, tou com um tesão ridículo, foda-se, olha para esta merda, nem acredito". No meio da sua felicidade, decide ir buscar uma fita de uma das várias costureiras que moravam no palácio e medir o dom com que fora abençoado neste dia. "8 centímetros?!" grita eufórico. "Tenho um tesão monstro que não posso desperdiçar em punhetas!" diz esta personagem enquanto se veste à pressa para ir ao mercado que decorria na vila. Chegado à vila, ainda com o curto mangalho a pulsar como se de um ser com vida se tratasse, examina rapidamente o local à procura de um sitio húmido e quentinho para agasalhar a costeleta. Ora, sendo anão, a sua visão era perfeita (para os que estão em casa, os anões estão na posição perfeita para procurar gajas pois os olhos estão ao nível da cona) e rapidamente dá com os olhos numa moça muito simples que estava a vender beringelas, bananas e outras frutas em forma de pila. Pensa o anão com a cabecita do caralho "Se vende beringelas e bananas sem pudor, com certeza que mo agasalhará atrás da banca sem vergonha nenhuma na cara. Talvez até me deixe esguichar-lhe o cabelo." Então segue o anão, corajoso com tesão, a pequenita gaita tão dura que se mijasse, mandava a baixo três ou quatro prédios, até chegar a esta senhora. Ao chegar à beira da moça, pergunta-lhe delicadamente "Cara donzela, os seus olhos, azuis como o mar, contrastam com a sua cara de alabastro." ao que a rapariga responde "Olhameste palhaço, mas tu queres o que? Espero que esse altinho nas calças seja um rolo de moedas, porque se não for, é a picha mais curta que eu já vi em toda a minha vida e olha que eu já bati punhetas a canários." O anão, afrontado com este insulto, decide fazer o que qualquer um de nós faria nesta situação. Bate uma punheta para os tornozelos da mulher, rouba-lhe uma banana e foge para casa, onde ficou até hoje a bater punhetas e a enfiar a banana no cu para estimular a próstata. A mulher escorregou na enxorrada de esperma anã, bateu com os cornos numa beringela particularmente dura e desmaiou. A multidão roubou-lhe a mercadoria toda, rasgou-lhe a peida à força de caralho e deixaram-na lá, sozinha, desmaiada numa poça de sumo de tomate anão.


Moral: Se algum anão se chegar ao pé de vocês com conversas bonitas, batam-lhe uma punheta discretamente ou arriscam-se a serem violados por homens que trabalham no campo o dia todo e têm varizes no mastro de tanto enrabar ovelhas.

Boa noite,

Alexandre Caeiro

Quinta-feira, 24 de Junho de 2010



Não sou de cerimónias, e sim, sei que não escrevo nisto desde a ultima vez que tiveram uma erecção, portanto tomem lá a posta:


Ontem à noite estava deitado a tentar adormecer, já tendo batido as duas punhetas da praxe e não podendo bater mais, correndo o risco do cheiro a carne assada acordar os meus pais, e comecei a pensar na vida e nos dilemas que esta nos dá. Por exemplo. Se eu estivesse na rua e fosse apanhado por sete ou dez marmanjos, que me despissem e me dissessem "Pronto, agora ou lambes o cu a esta mendiga ou aqui o Rodrigo mete-te um dedo no cu", escolhia o quê? Por um lado, a mendiga não lava o cu desde a ultima vez que choveu e eu não sei quando isso foi, não vejo a meteorologia desde que meteram um gajo a apresentar aquilo, mas por outro lado, cada dedo do Rodrigo é da grossura do meu pulso. Não sei o que faria. Outro dilema. Sou abordado por duas raparigas, uma com tetas enormes e sumarentas, cuja chocalhar faz ecoar no vento "CHUCHAAAAAAAAA-MEEEEEEE", mas que devia estar a cagar quando distribuíram as caras, porque ficou com uma que estava no fundo do cesto, toda pisada e cheia de marcas. Com uma diferença de dois segundos, aparece outra rapariga, esta parca de tetas, mas que apresenta um befe que, se Hitler o tivesse visto, teria parado a guerra só para lhe poder dar um tapinha. Continuando, então. Apresenta um befe magnífico e umas pernas tão altas que tenho a impressão que têm mais que um par de joelhos, tendo, no entanto, um dívida bastante avultada à Beleza (i.e. é feia que dói). Mais uma vez, sou agarrado por oito ou onze marmanjos, que me despem e me amarram, e obrigam-me a escolher entre as duas. Primeira pergunta, porque é que andam sempre entre 7 a 11 gajos atrás de mim? Segunda pergunta, porque é que me obrigam a fazer estas escolhas? São amigos do Dilemma? Não me respondem. Peso então os prós e os contras. São ambas feias. A primeira tem um par de tetas tão épico que começa a ser um peep show sem o querer ser. A segunda apresenta uma bela bilha que faz conjunto com um par de pernas de comer e chorar por mais. Prós: Acabo sempre por comer uma. Penso na geometria da coisa. Enquanto estou deitado, as mamas acabam por tapar a cara, reduzindo assim a hipótese de eu ver os seus esgares de prazer. Ora, a do befe delicioso não tem esta achega. Acabo por escolher a das mamas.

E menos um dilema por resolver, acabo por adormecer, mão direita na pila, mão esquerda nos testículos, aconchegando-me.

Boa noite.

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010


Escrevo este texto não com a esperança de que vá alterar alguma coisa na nossa relação, mas sim com a fé de que quando o acabar de escrever, já não tenha nada mais na minha mente que me faça ficar acordado. Quero dormir, quero descansar. Quero conhecer o doce alívio que é deitar-me na minha almofada e adormecer num sono sem sonhos, sem nada. Estes últimos dias têm parecido um sonho. Um pesadelo, melhor dizendo. Sinto que estou a dormir, que a qualquer momento vou acordar e vou ver a tua cara por cima da minha, as pontas dos teus cabelos a fazerem cócegas na minha testa. Mas sei também que o amargo sabor da realidade é verdadeiro, e que não há pesadelo do qual vá acordar porque não estou a dormir. Apenas me sinto assim. Deve ser porque ainda não consigo aceitar que o fim esteja perto. Parece-me difícil acreditar que algo tão longo possa acabar. 


Enquanto escrevo, tremo, não de frio ou cansaço, mas de medo. Os meus lábios tremem ao ritmo dos meus dentes, fazendo uma música que apenas eu consigo ouvir, e acredita que é a música mais triste que já ouvi até hoje. Tento não parar de escrever para que o som do teclado abafe a triste cantiga, mas nada a fará parar e eu não posso escrever para sempre. Os meus dedos também tremem, sinto o frio do nervosismo a inundar-me as mãos e sempre que se roçam uma na outra, por cima do teclado, sinto um arrepio na espinha. Lembro-me de quando te pedi em namoro e disseste que sim. A adrenalina de finalmente te ter. A incerteza. A dúvida. O mesmo tipo de arrepio. Lembro-me também de afastares tudo isso com uma mão na minha cara enquanto as três palavras mais doces que já ouvi escorriam da tua boca: 'Eu amo-te'. E eu acreditei em ti. Ainda acredito. Acredito que me amas, acredito que te amo. Não acredito que vamos acabar. Não consigo. É o mesmo que me dizerem que amanhã o Sol não vai nascer. Inconcebível. Nunca aproveitei o tempo que passei contigo porque sempre achei que ia ter uma próxima oportunidade. Nunca te pude dizer tudo o que sentia por ti, embora ache que, lá no fundo, nunca precisei. Sempre te tentei tratar bem, sempre te dei o meu melhor, e disso não me arrependo. Mesmo com o fim ao virar da esquina, posso olhar para trás e dizer-te que não me arrependo de nada do que fiz, porque se o fizesse arrepender-me-ia de onde estou hoje e com quem estou aqui. Nada pode alterar isso. Suponho que te deva agradecer por isso. Afinal de contas, fizeste parte da viagem. Sem ti não estava aqui. Obrigado. Mas também tenho que te pedir desculpas, sei que não fui sempre bom para ti. Sei que muitas das vezes escondeste o quanto te magoei. Mas não quero que o faças, não quero que sofras para eu não o fazer. Desculpa por isso. Desculpa por tudo. Espero que ainda saibas que te amo. Porque amo. E, neste momento, acho que nunca vou parar de o fazer. Eu sei que dizem que as coisas mudam e nós mudamos com elas. Acho que isso não se aplica aos sentimentos, ou pelo menos não aos meus sentimentos por ti. As coisas podem mudar até ficarem irreconhecíveis, até não sabermos quem somos, o que fazemos ou com quem estamos, mas uma coisa te posso garantir e deixo-o em escrita para que nunca mais te esqueças. Eu amo-te, agora e para sempre. O meu amor pode enfraquecer ou perder o seu brilho, ficar escondido no fundo do meu coração entre outras memórias antigas, mas se de uma coisa me orgulho é que nunca me esqueço dos meus amigos. E sei que, sempre que te vir, a faísca do que outrora fora a nossa paixão se vai reacender e vai arder como um fogo nunca ardeu. Então vamos terminar a nossa relação, vamos pelos nossos caminhos e ver onde a vida nos leva. Mas prometo-te uma coisa e uma coisa apenas. Nunca ninguém te amará como eu te amo agora. Podes correr mundos inteiros, nadar quantos oceanos quiseres, mas acredito no que te digo. Nenhum amor arderá como o meu, iluminando as memórias que partilhamos um dia. Nisto, podes acreditar.

Boa noite,

Alexandre Caeiro

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Desculpem lá o facto de ter quebrado a minha promessa feita à cerca de quinze dias, mas tenho andado ocupado (a cagar para isto) de modos que não tenho tido tempo para escrever um post por dia. No entanto, como sei que vocês sem mim são como uma stripper vestida (sem utilidade), desejo recuperar o tempo perdido e apresentar-vos então um texto todos os dias, e este juramento está marcado com selo de sémen de elefante albino, de forma a que não possa ser quebrado. Começo de imediato o início de aquilo que apenas pode ser descrito como um fantástico ciclo de sete posts. Espero que gostem e se não gostarem, ide para o caralho que eu não sou vosso pai, sou só o gajo que come as vossas mães.

Uma coisa que me chateia nos filmes porno na internet é o facto de não virem com um aviso de conteúdo, do género 'aviso à navegação, este filme contêm cenas extensas da cara do protagonista a gozar da senaita da senhora, e do pénis do mesmo' e assim eu já não tinha que me conter quando quero esguichar e me aparece a cara de um labrego que acha que é estrela de cinema porque está a comer a Urina Pakova e que Jingas das Bolas de Metal é o melhor nome artístico de sempre. De seguida, travecas e shemales (ou gajas com pila). UM AVISO, SENHORES, É SÓ O QUE EU QUERO. Não quero estar a pensar que uma gaja é mesmo mesmo boa e fazerem um zoom out e vê-la a sacar de uma picha maior que a minha. E gajas que gemem enquanto estão a fazer um broche? A sério? Estar a mamar num pedaço de carne dura a cheirar a mijo dá-vos prazer? Tenho que fazer amigas novas, então. Eu, pelo menos, se fosse obrigado a chupar uma pachacha masculina, duvido que o fizesse a gemer de prazer. Talvez de asco, mas nunca de prazer. Também não percebo as moças dóceis e gentis que ao início quase que são obrigadas a agasalhar a costeleta, mas passado dez minutos já o estão a mamar como se fosse o acto mais natural do mundo: 'Ai era para chupa uma pila? Ah, bom, sendo assim está bem. Pensei que fosse qualquer coisa do outro mundo, mas se é um um chupa chupa de carne salgada já marcha. *sug sug*'. É que se tenho que o escamar com um filme, ao menos que seja realista, acho que é o minimo que posso pedir. Vou-me deitar que já estou indignado comó caralho com esta merda toda. Foda-se mais aos filmes pornô que não sabem escrever um argumento nem avisar um gajo que há uma gaja com pila. 

Boa noite.

Terça-feira, 16 de Março de 2010

Sem mais demoras, desculpas aos inúmeros leitores deste antro dos devassos por não meter aqui nada novo à tanto tempo. Tenho andado doente (pelo menos certas partes do meu corpo andam sempre ranhosas e fungonas) e aproveitei para meter a escrita em dia. De modo que me encontro em posse de um grande número de textos de alta qualidade humorística e alto nível de badalhoquice, sendo que estas duas qualidades nem sempre se reúnem no mesmo texto. A maior parte das vezes nem se encontram. Bem, de qualquer modo, fiz um intervalo entre punhetas para vos comunicar o seguinte, punheteiros (e punheteiras, não me posso esquecer destas heroínas em disfarce, normalmente de vários riscos de nhanha na cara) anónimos por esse Portugal fora. Vou postar um texto todos os dias até à próxima Segunda-feira, inclusivé. Se algum de vocês tiver problemas cardíacos, venéreos ou simplesmente não gosta de mim, ide para o caralho e não visitem o meu blog. Não gosto dessas mariquices no sítio onde meto os meus puros pensamentos. Tenho dito.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

A minha coisa favorita de estar em casa sozinho no verão é tirar o leite do frigorifico, encher uma tigela, mergulhar os colhões e depois dar ao gato da vizinha. Porquê?, perguntam vocês enquanto tiram um dedo do cu e dão a cheirar ao vosso namorado. Primeiro, porque é Verão e acordo com os colhões tão quentes que estão praticamente fundidos às minhas coxas. Segundo, porque o leite suaviza a pele e toda a gente sabe que mamar num colhão macio é outra coisa.Terceiro, o filho da puta do gato mija-me à porta de casa e já não é a primeira vez que escorrego na poça enquanto estou a trazer um pedaço de cona para casa, estragando assim as hipóteses de brincar ao 'Onde está o Salpicão?'. Assim não só refresco os colhões, aumentando as minhas hipóteses de os lamberem por serem frescos e macios, mas também dou a provar ao gato o sabor do meu suor de virilha. Tenho dito.

Este post, assim como o que se encontra por baixo dele, é dedicado ao Amor.

Filipe Amor, that is.

Boa noite.

Um carro chegou à praceta coberto pelo manto da noite. A matrícula lia 'TapDatAzz' e o motorista era um jovem encapuzado que fumava um cigarro e deixava sair o fumo da sua boca, saboreando o tabaco que se desvanecia no ar da noite. As luzes no interior do carro, vermelhas, faziam com que o fumo parecesse fogo e com que o condutor parecesse algo de outro mundo, mas ele não se importava. Neste momento, era melhor ser temido que amado. Respirando o fumo, abriu a porta do carro e saiu. Não se via ou ouvia ninguém na rua. Óptimo. O que estava prestes a fazer não ia ser fácil de explicar a alguém que sabia o que se passava, quanto mais a uma pessoa completamente ignorante do mundo à sua volta. Tirando um grosso pau de giz do seu bolso das calças, começou a desenhar um circulo quase perfeito no chão, com algumas runas de aspecto antigo. Quando acabou o 'desenho', puxou a manga direita do casaco até ao cotovelo, mostrando uma luva que lhe cobria o braço, feita de aço vermelho. Chamas dançavam na superfície do material, mesmo que o único fogo nas redondezas fosse o seu cigarro. Apagou-o nesta luva e soltou um baixo gemido de dor. O fogo, que parecera apenas um desenho, ganhou vida e quebrou o negro da noite. Ajoelhou-se e tocou no circulo de giz, que desapareceu instantaneamente, deixando ficar apenas uma pequena circunferência de chamas no que havia sido o centro do desenho. Respirou fundo, e acendeu outro cigarro. 'Agora é só esperar', pensou. 
     Olhou à sua volta. As casas estavam todas pintadas de branco, com cercas de madeira castanha, envernizada. Tinham todas uma árvore no quintal e algumas tinham brinquedos em frente à garagem. Enquanto observava estas casas, sentiu que alguém também o observava a ele. O chão começara a tremer e quando olhou para o que outrora havia sido o seu desenho, viu uma criatura cornuda, com asas de gelo e coberta de pêlos. Trazia um punhal à cintura e as runas que havia desenhado no chão estavam agora no peito do animal. A sua cara contorcia-se em esgares estranhos, um misto de prazer e dor, caretas que fariam o mais bravo dos homens fugir de medo. Mas não Filipe. Estava ali numa missão e era o único que a poderia cumprir. Não por ser o mais bravo, ou o mais forte. Sentia medo e os seus músculos tremiam de vontade de fugir. Mas não podia. Não hoje. 
     Desde que encontrara a luva, não passava um dia em que não amaldiçoasse a sua curiosidade. Porque é que havia de ter ido receber a herança do tio? Tinha conseguido passar a vida toda sem ninguém, desde que fora abandonado numa igreja, mas quando recebeu a notícia de que era procurado por um advogado que tinha algo para lhe dar, não resistiu. Lembrava-se perfeitamente de quando abriu o pequeno cofre de bronze e exclamou 'É só isto? Viajei 400 quilómetros por uma luva que nem sequer tem par?'. Ignorando completamente as instruções do advogado para nunca a calçar, experimentou-a assim que chegou a casa. Assomado por milhares de pensamentos ao mesmo tempo, lembrou-se de mil vidas passadas e mil vidas futuras. Lembrou-se de ser um cavaleiro e receber Excalibur. Lembrou-se de ser um Cruzado e esconder o Santo Graal. De matar dragões e comer os seus corações. De ser o homem mais poderoso à face da Terra e deitar tudo a perder por uma mulher. Foi necessário um esforço digno de um Deus para voltar a acordar, mas acordou. Haviam passado três dias e três noites e a luva tinha engolido o seu braço, vermelha com chamas, rejeitando qualquer tentativa de ser retirada. Cansado, com sede e fome, bebeu e comeu tudo o que tinha no seu frigorífico e despensa. A sua fome saciada, foi dormir. Mal fechou os olhos, viu-se a sacrificar por uma mulher. Não a sacrificar a sua vida, mas o seu poder. Viu-se a entregar a sua espada, a sua armadura, as chavas do seu tesouro, os seus livros de magia. Teve mil visões e em todas elas, sacrificou-se por uma mulher de cabelo cobalto e olhos cor de trigo. Acordou com uma voz que vinha do seu quarto e o avisava '...rder, não desta vez, é a nossa última hipótese, não podes perder, não desta vez'. Sentou-se na cama e procurou a fonte da voz. Uma pequena gárgula estava empoleirada aos pés da sua cama e quando os seus olhares se cruzaram, exclamou 'Desculpe-me, mestre! Desculpe, desculpe, desculpe'. 'Que raio?!' exclamou Filipe, enquanto saltou para fora da cama e se encostou à parede. 'Mestre, tem que vir comigo, temos pouco tempo e..'. 'E nada, caralho, sai do meu quarto, não me basta já a puta da luva que nem punhetas posso bater sem assar a pila toda, agora ando a alucinar gárgulas que falam, foda-se mais a minha vida'. 'Mas mestre, a luva é o único artefacto que possuímos, a única maneira que temos de invocar o notório Biaigi!'. 'Quero é que esse se foda, deixa-me em paz que já não cago há três dias, vou ficar sentado em merda'. Neste momento, a gárgula salta para cima do Filipe e grita 'Não, invoque o demónio, temos que o matar, temos que salvar o mundo, não cague já, não, não, invoque o demónio, temos que o matar'. Derrotado, Filipe abana a cabeça num gesto afirmativo que fez com que a gárgula relaxasse.'Então que demónio é esse que não posso cagar sem o matar antes?'.
     E aqui estava ele, três meses depois, em frente ao demónio que o havia morto mil vezes antes, após ele ter entregue tudo o que o tornava poderoso, o demónio que havia destruído o mundo mil vezes antes. E apenas ele e a sua luva, a luva que havia sido tocada pelo sangue que escorreu da única ferida que o demónio alguma vez sofreu, estavam agora entre o vil animal e o apocalipse. Nas últimas mil vidas, havia entregue o artefacto que podia impedir Biaigi, havia escolhido uma mulher em vez da sabedoria milenar, em vez de matar o demónio. Mas não hoje. Havia-se certificado que escolhia o cruzamento das linhas Ley com menos probabilidade de ter alguém ao pé. Todos os moradores das casas haviam sido avisados de uma infestação de abelhas africanas e só voltariam daí a uma semana. 'Tu é que me mataste mil vezes? Com esse punhal apaneleirado? Fuck that'. 'Não, nem sempre te matei com o meu punhal. Por vezes esventrei-te com as minhas mãos, outras estrangulei-te... Podes nunca ter tido uma morte limpa, mas sempre tiveste uma morte divertida' exclamou o demónio, com um sorriso enorme que revelara os seus dentes, limados até terem pontas como lâminas. 'Ainda bem que gostaste, porque com esta luva não me podes tocar, e só olhares deve exigir um esforço imenso.'.'Essa é a luva... A luva que usaste quando me feriste...' disse Biaigi, mostrando um buraco uns centímetros abaixo do coração.'Felizmente, falhaste.' disse, e um riso demoníaco inundou a rua. Filipe riu-se também enquanto puxou uma espada brilhante, coberta de pedras preciosas e vários escritos em várias línguas. 'Vou-me certificar que isso não acontece hoje.'. Ao começar a correr em direcção ao demónio, apercebeu-se do sorriso que nascera na cara da besta. Seguiu a direcção do seu olhar e percebeu porquê. Uma rapariga de cabelo cobalto e olhos cor de trigo saiu de uma casa, usando apenas um vestido de noite. Era a rapariga que viu nas suas visões. A rapariga que o fazia deitar tudo a perder. Tão depressa quanto possível, o demónio materializou-se ao pé da rapariga, encostando o seu punhal à sua tenra garganta. 'Olha, olha, cá estamos outra vez. Já sabemos como isto funciona, não é? Tu dás-me a luva, eu não mato a rapariga, não morro, fica toda a gente feliz. Menos os que morrem. Que agora que penso nisso, é toda a gente. Portanto suponho que apenas eu fique feliz. Que se foda, sou um demónio, não é suposto ser boa pessoa.'. A rapariga, cujo olhar mortificado se fixava no de Filipe, suplicou 'Não lhe dês a luva, mata-o, mata-o já, caga em mim, uma vida não é mais importante que seis biliões!'. A espada que Filipe agarra com tanto fervor tinha caído. Não tinha ouvido nada do que se havia passado. Estava abismado com a beleza da rapariga. Tudo o que havia no mundo podia desaparecer, desde que ele a pudesse beijar só uma vez. 'Tic tac, tic tac, Filipe, como é que vai ser? Dás-me a luva ou a rapariga morre?'. 'Dou... Eu dou-te a luva, dá-me a rapariga.'. Enquanto o demónio atirou a rapariga a Filipe, a luva caíra ao chão, imóvel, fria. Ao ir ter com a mulher que o esperava, ajoelhada no chão, o demónio trespassou-o com o seu punhal. 'Nunca disse nada sobre não te fazer mal.'. Filipe sorriu, o sabor cobreado do sangue na sua boca: 'Eu também não disse que não te ia matar.'. Com a sua mão direita, puxou uma pequena faca de dentro do casaco e espetou-a no coração do demónio, que gritou de dor e desapareceu em cinzas. 'Acho que desta vez não falhei.' exclamou, antes de cair nos braços da jovem. 'Eras mesmo capaz de destruir o teu destino, o destino do mundo, por minha causa?'. Responde-lhe Filipe 'Um beijo teu é um destino tão melhor que a vitória.'.

Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Ahhhh.... Cagar. Não o simples acto de defecar, mas também o acto simbólico da exorcização dos demónios do dia. O bem que me sabe sentar as minhas nádegas da cor de porcelana, mas uma porcelana máscula, no trono branco da minha casa de banho. Reparem que todos os pensamentos do dia vão com o cagalhão para o Atlântico assim que puxamos o autoclismo. É toda uma dança, um movimento que exige partes iguais de cérebro e corpo quando, por exemplo, tenho o cagalhão a fazer festas aos boxers. Exige cérebro porque tenho que me concentrar para não deixar os suores frios deixarem-me desidratado e tenho que planear o caminho mais curto entre o sítio onde estou e a minha sanita (só cagar em casa é que me sabe bem). Poderia dizer que todo o homem que já se sentiu à rasca para cagar é um engenheiro de renome, pois mais ninguém consegue fazer tantos cálculos com um tassalho de merda a querer fugir. Exige também força a nivel físico pois a força que tenho que exercer com as minhas nádegas para impedir o malandro castanho de ver o mundo exterior é equiparável à de Hércules, aquando completava as suas Doze Tarefas. E depois, o prazer que me dá deixar cair o cócó na água fria da sanita, o respingar da água fria que me arrefece o cu que depois de tanto tempo fechado se sente cansado e dorido. É um ritual que não perco por nada. E, claro, é na sanita que ocorrem os grandes momentos de reflexão do Homem. Estamos sozinhos, vulneráveis, em contacto com cheiros alucinogénos (de acordo com as refeições anteriores). Não se poderiam recolher melhores condições para revelações filosóficas. E é também na sanita que gosto de abrir as minhas cartas e os meus e-mails, ver filmes de terror... Porque se me vou cagar todo, ao menos que cague com redobrada força de algum mail com uma imagem menos apropriada. Além de que é o momento que mais se aproxima de dar à luz, sendo um homem e logo ai merece pelo menos cinco minutos de atenção. Onde eu quero chegar é que gosto do ritual de cagar e queria que toda a gente soubesse. Bem hajam e bem caguem.

Boa noite.

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Quando vejo uma série antiga sou imediatamente abatida por uma enorme onda de nostalgia que apaga tudo o que esteja a sentir no momento. Enquanto estou a ver episódio atrás de episódio, já não sou eu. Não tenho vinte anos, não tenho prazos a cumprir ou pessoas a agradar. Não tenho que fingir ou mentir. Tenho outra vez 7 anos e estou a ver pela primeira vez uma sitcom. Tenho 12 anos e sinto uma verdadeira relação com os personagens. Sinto a minha vida a mudar com as decisões, conscientes ou não, que faço. E essas decisões, influenciadas pela minha ainda pouca experiência de vida, eram também influenciadas pela série que via. Posso dizer que estas personagens, estas "pessoas", fazem tão parte de mim quanto os meus pais, a minha irmã, os meus amigos. Talvez mais. Sinto que lhes criei um mundo dentro de mim, um mundo que cada vez visito menos, não por falta de vontade, mas porque não tenho tempo para isso. Há sempre algo mais importante, e acabo por me ir esquecendo deles. Mas quando me sinto mal, quando me sinto triste, posso contar com eles. Posso ver um episódio, uma curta visita de vinte minutos à vida destes "amigos" que abandonei e sinto-me imediatamente melhor. Sinto saudades da inocência que tinha quando vivia com eles. Sinto saudade da primeira vez que ouvi um álbum do Paul Simon e senti que ele estava a falar comigo. Sinto vontade de abraçar a Helen e o Paul do 'Mad About You', de fazer parte do mundo deles. Quero rir-me outra vez com os Friends, mas não consigo, já sei os episódios de cor e sei o que vão dizer antes deles o dizerem. É claro que tenho novas séries, novos álbuns, mas nada é igual. Tudo muda, e nós mudamos também. Ver uma série antiga, que via quando era criança, ou adolescente, e ser inundado por nostalgia é um dos maiores prazeres que imagino possivel. Só não se compara ao prazer de outrora.


Boa noite.

Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Boa noite. Estava a arrumar o meu quarto quando descubro um texto que remonta à altura em que eu andava a apalpar bom cu no recreio. Tinha eu os meus inocentes seis ou sete anos, quando escrevi o seguinte texto como trabalho de casa:

"Se eu fosse um animal, seria um cavalo, porque os cavalos são bonitos e também têm músculos e correm o dia todo e as gajas que montam a cavalo já não têm hímen porque andar a cavalo rasga e assim já não se queixam quando chega a hora do castigo.
Os cavalos são fixes porque comem feno e têm uma lingua grande mas comer feno o dia todo deve fartar, pelo menos eu farto-me de só mexer nas mamas da Maria, às vezes gostava de comer um pito, mas a Professora Deolinda só vem às Terças.
Quando os cavalos nascem não conseguem andar porque não têm força nas patas, e por isso Deus deu-lhes uma pila que chega ao chão para se apoiarem e eu gostava que a minha pila fosse mais pequena, por isso gostava de ser cavalo para a minha pila parar no chão e não continuar a desenrolar por aí fora. Gosto muito da estrabaria onde os cavalos são guardados porque na estrebaria dão-se grandes fodas porque as mulheres que lá andam são grandes putas, já dizia o meu avô, 'Na estrebaria, putas de noite e dia'.
Os cavalos também cagam onde lhes apetece e eu gostava de fazer isso, especialmente quando a Inês não me toca na gaita porque diz que tenho piolhos, só me apetece cagar-lhe em cima, mas a minha mãe diz que já não posso fazer isso, que fazer uma vez ao senhor guarda bastou.
Em conclusão, eu gostava de ser cavalo mas os cavalos têm um lado mau, às vezes são montados por homens grandes e suados e para isso já me basta a Dona Reolina que trabalha na papelaria.'

Bons tempos, com a Dona Reolina.

Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

     Um grito rasgou o ar frio da manhã, limpando os resquícios de sono de todos os que o ouviram. Embora fosse um grito de um bébé, o ribombar da voz fazia querer algo sobre-humano por detrás deste poderoso som. Não era uma qualquer cria, qualquer coisa feita a partir de uma pessoa. Este não era um bébé qualquer, mas sim um catalisador. Um catalisador que simbolizava mudanças que ainda estavam por vir mas que anunciavam o início de uma nova era. A era de Dáv Id.
     A sua infância, marcada por insultos vindos de ignorantes, que gozavam o seu pénis por ser tão curto, passou rapidamente, pois desde cedo, a criança aprendeu que a pilinha não servia apenas para fazer chichi mas que tinha também outras funções de entretenimento que envolviam rápidos movimentos para cima e para baixo. Embora adormecesse a chorar todas as noites por causa das alcunhas que o acompanhavam durante o dia (pavio curto, shortround), sabia que estava destinado a algo maior. Estava destinado à grandeza, mesmo que o seu pénis não estivesse e não deixaria que ninguém dissesse o contrário. Assim, infância passa à puberdade, que passa à adolescência e vem a primeira queca.
     Preocupado, o nosso herói não descansava. Sabia que com a primeira namorada de adolescência viria inevitavelmente a perda da virgindade, mas tinha medo de ser gozado, tal como gozavam consigo na infância. Um dia, tendo sido obrigado a limpar o sotão, descobre dentro de um baú, um conjunto de cartas que haviam sido deixadas pelo seu tetravô, cartas estas que indicavam a existência de uma enorme espada encantada que quando molhada pelo sangue da Bruxa de Gelo permitia a concretização de um desejo. O adolescente, que morria de medo que a sua namorada descobrisse o seu pénis curto, leu as cartas todas, em busca de uma pista sobre onde estaria a Bruxa. Finda a leitura das cartas, e sem pistas sobre o paradeiro da Bruxa, o adolescente ficou deprimido e a sua preocupação tornou-se em amargura. Com a espada que havia retirado do baú escondida dentro das calças, foi para o seu quarto, onde planeava chorar e masturbar-se até que o doce alívio do orgasmo o viesse buscar.
     Ao entrar do quarto e ao tirar a espada das calças, cortou um colhão, mas o sangue que deveria ter escorrido, ficou preso na lâmina da espada. Tomado por uma sensação enorme de fatiga, o nosso herói deitou-se na cama e rapidamente adormeceu, entrando num sono profundo.
     Estava numa sala completamente vazia, sentado numa cadeira de madeira. O frio gelava-lhe os ossos e ao ver que tinha o badalo ao ar, ainda mais gelado ficou, com a vergonha a queimar-lhe um buraco no estômago. Uma voz, vinda de todo o lado e de lado nenhum, suave como o vento mas forte como uma tempestado soou. 'Sou a espada Mjuner! E tu... Tu és o escolhido! O teu sangue não deixa dúvidas, és aquele que virá salvar a Terra Sagrada de Reykvar?' O adolescente, ainda embasbacado com a situação não sabia o que havia de responder à voz incorpórea, tendo saido apenas um gemido 'Sim?..'. Mas quando abriu a boca, o que saiu não fora um gemido, mas um grito. Um grito que lhe aqueceu o corpo e trouxe de novo vida aos músculos, metendo-o de pé. Responde a voz 'Desculpe-me, senhor, não pretendi ofensa. Uma vez que está aqui, e que é o nosso Salvador, posso fazer alguma coisa por si?'. Sem qualquer sombra de dúvida e com a rapidez de um relâmpago, soou a sua voz-trovão 'Quero uma pila maior!'. A voz, que até ali retinha um tom calmo e pacífico, tremeu. 'De certeza? Eu faço o que quiser. Quer uma pila maior?'. Sim, foi a resposta do herói, mil vezes sim. Quando tirou as mãos que cobriam as suas vergonhas, desenrolou-se um pénis que se estendia até aos joelhos, grosso como uma perna de um homem adulto. 'Agora que fiz o que meu pediu, meu mestre, salvará o meu mundo?'. A resposta do nosso herói foi um estrondoso 'Sim!'. Com o seu novo pénis, sentia-se capaz de enfrentar o mundo. Como que por magia, uma capa de veludo grossa cobriu-lhe as costas e uma porta de vidro apareceu-lhe à frente. 'Mas o teu mundo precisa de ser salvo do quê, com criaturas omnipotentes como tu?'. Uma resposta que veio numa brisa de verão roçou-lhe as orelhas, ao mesmo tempo que Mjuner lhe apareceu nas mãos: 'Já ouviste falar da Bruxa de Gelo?'. Com um sorriso nos lábios, David abriu a porta e entrou no reino mágico de Reykvar.

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Estreou-se um novo ano e não me convidaram para desvirginar o mesmo. Logo aí, começamos com o pé(nis) errado. Depois, passei as doze badaladas completamente consciente e alerta. O Grande Arquitecto devia estar a gozar com a minha cara quando planeou este ano, concerteza. Chego à civilização (passo os feriados num bunker desde o bug do milénio) e quando vou para abrir a porta da minha mansarda (vivo num apartamento mas gosto da palavra mansarda) deparo-me com o André, um homem quebrado e esguio a chorar na entrada do meu prédio. Se fosse outro homem qualquer, não me admirava, com a quantidade de mulheres, namoradas, filhas e melhores amigas que eu desfloro, quase diariamente, a única coisa que me deixa surpreso é não serem mais. No entanto, desta vez era o André. Campeão de lançamento de caroços de cereja e punheta estilo estafeta, André era senhor de si mesmo e de um casaco verde vomitado que dizia lhe havia sido concedido pelo papa. É claro que neste caso, o papa era o senhor Rui da mercearia. Sempre senhor de si mesmo, nasceu algures entre a Covilhã e o colhão de seu pai. Aos 19, quando finalmente começou a ter pêlos na zona pudibunda, fugiu de casa e juntou-se ao circo, a fazer de domador de leões. Chegado ao circo, lembrou-se que tinha medo de animais e voltou para casa, mas os seus pais fingiram que não o conheciam e obrigaram-no a pagar renda. Por isso achei estranho ver este homem, este ser quase divino a chorar à minha porta. Dei-lhe um pontapé nas costelas, como quem pergunta "Que se passa, amigo? Está tudo bem? Queres um ombro amigo?", e ele respondeu-me com um gemido de quem está triste, de quem levou um pontapé nas costelas. Quando ele olhou para o lado, corri escadas acima e vim escrever este post para o animar. Não sei o que se passa com ele, nem quero saber. Espero que este post o anime para parar de chorar na minha rua e afastar as gajas que me vêem ver. Vou portanto animá-lo da única forma que sei. Vou escrever um texto contando uma aventura da sua infância.

Era André ainda uma criança, um jovem de quatro ou cinco anos, já com barba na venta e mamilos erectos quando se deparou com um estranho alto nas suas calças. Que alto pode ser este, exclamou André, ao ver os Power Ranger's. Deixou o tempo passar, com esperanças de que o alto se desvanecesse, mas tal não aconteceu. Já preocupado que lhe caisse o seu pipi masculino, foi à casa de banho e baixou as calças, ficando de olhar fixo na pequena salsicha estilo frankfurt que se debatia contra o tecido frágil das suas boxers. Prezando pela segurança das suas pobres boxers, André, heroicamente, baixa-as, salvando-as de um buraco certo, ou no minimo, de uma mancha. Oh meu Deus, que hei-de eu fazer, a minha mãe vai-me matar, nunca mais vou sair à rua, que vergonha, que vergonha, todos estes pensamentos passaram pela sua pobre cabecita. Lembrou-se então de algo de que tinha ouvido falar fazia algum tempo. Algo que era a solução para todos os seus problemas. Algo que resolveria o que o afligia em tempo record. A fabulosa, a mítica, a legendária... Punheta. Uma estranha calma apoderou-se da mente do pequeno jovem tesudo. Soube então o que tinha que fazer. Cuspiu para a mão e respirou fundo. Começou o movimento que todos os machos têm implantado na sua mente, no seu código genético. Ainda que não soubesse o que estava a fazer, a sua mão adquiriu vida. Mexia-se sozinha e André estava perdido num paraíso. Uma batida na madeira e a porta abre-se. Que estás a fazer que já tas ai trancado vai para meia hora e as palavras saiam da boca de sua mãe em câmara lenta. De pichita na mão e olhar surpreso na cara, virou-se para a porta, no momento em que o orgasmo chegava. As pernas da progenitora não tiveram velocidade suficiente e foi então que André se veio no avental da sua mãe. Fim

Espero que tenhas gostado, amigo.

Feliz 2011.

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

A neve caíra
E o chão estava coberto
Não se via a ponta
Nem ao longe, nem ao perto


Mas lá fora, o que se via
Onde nem uma folha bulia
Um fato vermelho
Num rechonchudo velho


Estava toda a gente levantada
Quando o trenó aterrou
Pois uma gargalhada
O frio da noite quebrou


Estava no meu telhado!
Na minha chaminé!
Aproximei-me da lareira
Pé ante pé


Quando dou por mim
Estava em frente ao Pai Natal
Mas a cara deste velho
Não era nem simpática nem angelical


Um riso enchia a sala
E nas minhas orelhas soava
Percebi nesse instante
Que de algo maléfico se tratava


'Sou o gémeo do Pai Natal
E tu portaste-te mal
Estou aqui para a tua execução
Meu grandessíssimo cabrão'


De imediato, corri
Mais rápido foi o vilão
E depressa me fodi
Quando tropecei no filho da puta do cão


Pressionado pelas suas botas
Ouvi então os meus crimes
Pegar fogo a cotas
E sacar da net filmes! 


Do seu bolso retirou
Um pequeno punhal
E após o seu ritual
Algumas palavras rezou


'Agora vais morrer
E eu sinto nada
Na próxima vida
Não sejas pirata'


O seu punhal voou
Quando um grito eu ouvi
Havia sido trespassado
Pela espada do Pina G!


De joelhos fiquei
Para agradecer
A este senhor, este rei
Que a minha vida ajudou a proteger


O corpo enterrado
E o assunto encerrado
Na minha cama me deitei
No mundo dos sonhos entrei


Cá fora, nem uma folha bulia
A não ser o objecto da matança
O seu coração não batia
Mas a sua mente ardia
Com um desejo de vingança


Feliz Natal,


Alexandre





Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Boa noite. Num post lá para trás, falei da vez em que viajei no tempo e inventei a canzana. Após receber inúmeros e-mails a pedir que vos contasse a história, e outros quantos a pedir-me para entrar numa sanduíche sexual mãe/filha e ainda uns, do governo, a pedir para voluntariar a minha semente para congelarem. Após muita deliberação, sobre a semente e o post, porque ainda nem tinha acabado de ler os mails a convidar-me para as sanduíches, já estava a montar o combo mãe/filha. Enganei-me numa das casas e fodi um lombo assado. Tirando ficar com uma batata na uretra, até foi agradável. Continuando, após ter deliberado sobre se havia de partilhar a minha história convosco, decidi escrever as minhas memórias antes que o combo marido/pai me foda a mim. Então:

Era eu um assistente de professor numa faculdade na Rússia. Os tempos eram difíceis e mal conseguia chegar ao fim do mês, portanto fazia uma perninha em filmes pornô para poder comer bem (e também comprar comida), mas ao menos fazia aquilo que gostava e isso aquecia-me à noite. Isso e as modelos russas que, não tendo andamento suficiente para o meu paleio português, caíam que nem moscas na minha cama. Era só mandar um 'Então, boneca? Trabalhas para a TMN? É que tens um cu que é um mimo!' que iam era fazer de mimo a chupar uma pila no meu apartamento. Nunca aprendi a falar russo, e nunca precisei. Na faculdade, metia as coisas onde me mandavam, e nos filmes pornô, metia as coisas onde me mandavam. Tinha uma vida boa, sem o glamour da vida dos astrofísicos que eu via a passearem-se com as suas calças de bombazine, os seus óculos de fundo de copo de três e seborreia até mais não. Não me podia queixar, ganhava mais que o ordenado minimo na altura, e mais que muitos dos meus amigos, que por esta altura, eram mineiros ou pêgas. Muitas vezes, mineiros/pêgas, uma combinação que resultava, pois a tosse de mineiro apertava os músculos do cu e da cona, o que fazia deles pêgas com mais sucesso. Levava uma vida pacata, é onde eu quero chegar. Até ao dia em que conheci o novo professor de física: Professor Monsterco Ck. Ck era um dos apelidos mais conhecidos em toda a Rússia, por serem das famílias mais ricas e mais poderosas. Eram raramente vistos e muitos achavam até que eles não existiam, mas eu tive a minha prova de que a família Ck era verdadeira quando senti uma mão por baixo da minha gabardine a apalpar-me os tomates. Era o Professor Ck, a fazer olhinhos de quarto. Quando viu o meu bigode farto, e os meus olhos de matador, afastou-se e foi-se embora. Só o voltei a ver passado uma semana, a andar a passos largos pelos corredores da faculdade, passadas de um grande homem, com um grande cu. Por sorte, ou por azar, fui transferido do departamento de Ciências Fodangais para o departamento do Prof. Ck, que se especializava em viagens no tempo. No meu primeiro dia, obrigou-me a jurar, sobre a sua pila, que nunca ia contar a ninguém o que visse ali. Na altura, pareceu-me estranho, pois normalmente assinava-se um contrato de confidencialidade, mas pronto, duplicaram-me o ordenado e eu não estrebuchei. Na minha segunda semana de trabalho, apercebi-me de uma enorme lona que cobria uma figura que me incutia alguma curiosidade. Via o Professor a sair de lá de baixo esbaforido, a suar e todo vermelho. Tanto quanto sabia, ia para lá bater punhetas. Nunca mais me esqueço do que estava por baixo dessa lona, a dia 23 de Feverarço (infelizmente a minha visita ao passado mudou muita coisa) de 2104. Passado um ou dois meses a trabalhar, arranjei uma desculpa para ficar até mais tarde. Quando não estava ninguém no edifício, vi-me frente a frente com o objecto da minha luxúria. Puxei a lona como um prepúcio que cobre o pénis mais apetecível de sempre (o meu, daí a minha familiaridade). Por baixo dessa lona estava algo que me parecia uma enorme esfera de metal, talvez por ser uma enorme esfera de metal. Não tinha entrada visível, não tinha botões, nada que me permitisse entrar e ver o seu conteúdo. Como faço a tudo o que me intriga, baixei as calças e encostei a pila. Ouvi um 'Escroto Reconhecido' dito numa voz robótica, e eis que a esfera se abre em dois. Lá dentro estava uma poltrona, em frente a um ecrã de aspecto futurista, e um teclado que era parecido com um dildo. Agora que penso nisso, se calhar era um dildo... Até cheirava a cócó e tudo... Continuando. Sento-me na poltrona, sem medo do que podia vir, ou das estranhas manchas brancas que aguardavam o meu traseiro. Quando me sento, a esfera fecha-se e o ecrã ganha vida, fazendo correr todo o tipo de letras e gráficos num arco-iris tecnológico que me deixou hipnotizado. Quando dei por mim, estava no ecrã uma pergunta. 'Quando?'. Ao inicio, agarrei no dildo com um pouco de medo, e o ecrã respondeu, fazendo aparecer vários números. Seleccionei quatro, não sabendo no que me ia meter. Escolhi o ano 1914 ao calhas, pois para confirmar a escolha tinha que bater uma punheta ao dildo e os movimentos espásticos não facilitavam a precisão dos números. Quando o dildo se vem, com um curto esguicho de ar, o numero piscou algumas vezes no ecrã e a esfera começou a girar. Ouvia o roçar do metal no chão, lá fora, cada vez mais rápido e de repente ouvi algo que se pareceu um relâmpago ou aquela rapariga a gritar quando não tinha lubrificante e teve que ser a seco. A esfera abriu-se e dei comigo num descampado, e pude ver uma cidade ao longe. A esfera emitiu um silvo e desapareceu, deixando apenas uma pequena vagina de látex no chão. Guardei-a no bolso e comecei a dirigir-me em direcção à cidade, coçando a cabeça (e o escroto). Que caralho tinha acabado de acontecer? É a última vez que tomo dois ben-u-ron's seguidos. Acabado de chegar à cidade, deparo-me com um cartaz de alumínio que dizia 'Áustria'. Um poder maior tinha-me trazido aqui, conseguia senti-lo nos ossos. E na pila. Estava com o tesão do mijo mais épico que alguma vez passara pelas minhas calças, e, sem dúvida alguma, pelas calças de toda a gente neste mundo. Vasculhei a cidade deserta com os olhos, e avistando apenas alguns militares, corri a perguntar-lhes por um mijatório. Por sorte, falavam inglês: 'Do you where the pisser is?', 'Go piss at home, you son of a bitch.'. Portanto, de arma apontada à cabeça, fui levado para a cadeia mais próxima dali,  que só continha uma cela onde estavam o grupo mais miserável de seres humanos que já vi. E eu já vi o Big Brother português. Chegado à cela, procuro a sanita, que era, neste momento, utilizada para alojar um dos maiores conjuntos de cagalhões putrefactos que alguma vez teve a honra de pisar o Planeta Terra. Não pude mijar sob pena de me vomitar também e apanhar uma doença qualquer na minha senaita masculina. Passados dois ou três minutos, entra um paneleiro todo apimpalhado com uma gaja que tinha o nariz tão empinado que tenho a certeza que a cana do nariz fazia parte da coluna. Cumprimentaram todos os guardas, que através dos seus salamaleques me fizeram perceber que de alguém importante se tratava. De repente, apercebo-me da fêmea a olhar para mim de lado, a tentar desviar o olhar do circo Chen que eram as minhas calças. Mas era impossível. A minha picha estava tão inchada que se olhasse para baixo, vazava uma vista. Vi-a a dizer qualquer coisa ao guarda e dar-lhe uma chave, mas ignorei. Estava demasiado ocupado a tentar que os meus colegas de cela não tentassem fazer uma colonoscopia amadora. Após a saida do paneleirote de fatiota, o guarda vem ter comigo, abre a cela e dá-me uma chave, escrevendo no papel uns gatafunhos que eu entendi como o número da mãe dele, e fiz questão de o dizer. Depois de me ter tirado o cacetete da garganta, que já me estava a incomodar um pouco, disse para eu ir ter àquele hotel. Assim fiz, mal sai da esquadra. Nunca tinha corrido tanto, excepto aquela vez em que tava a dar uma queca à mulher de um gajo qualquer e quando dou por isso, tá o gajo atrás de mim com um dildo do tamanho da minha perna a perguntar-me se eu queria experimentar cagar sem fazer força. Cheguei ao hotel, e dei a chave ao recepcionista, que me deu um cartão e me disse para ir ter ao 13º andar, lá naquela lingua de cão deles. O hotel estava vazio, sem contar com uns quantos guardas que me olhavam de alto a baixo, parando vários minutos na minha zona peniana, fazendo um olhar de quem vê um fantasma de chocolate pela primeira vez (choque e surpresa, seguido de uma voraz fome de pila). Subi as escadas duas a duas, e chegado ao décimo terceiro andar, fui mandado parar por uns gajos que exigiram ver o cartão que eu trazia na mão. Depois de lhes ter satisfeito a vontade (e mostrado a minha pila, para que se sentissem mal o resto da vida), levaram-me a um quarto, onde estava a gaja que tinha aparecido na prisão. Ao ver-me, ouvi o som de três gotas solitárias a cairem-lhe da pachacha. Os seus olhos brilhavam. Tive um pouco de medo que me violasse logo ali. O brilho nos seus olhos não demonstrava qualquer tipo de vontade de me conhecer, de me pagar um jantar ou mostrar qualquer tipo de romance. Só me queria pelo meu pénis e queria que eu o soubesse. Eu disse 'Fuck yeah' e baixei as calças. Assim se baixou ela, pois mal se libertou da sua prisão de ganga, a minha pila fez uma razia a tudo o que estava à altura da minha cintura num raio de três metros. Ela agarrou nele, com ar de quem sabia o que fazia e de quem o ia chupar até pingar medula óssea. Eu afastei-lhe a mão delicadamente, afinal de contas, sou um cavalheiro, e disse 'I gotta piss, sugar tits.'. Dirigi-me à casa de banho e, após ter percebido que a casa de banho era demasiado curta para todo aquele pénis mijar na sanita, mijei na banheira. Sacudi-me vigorosamente, e sai da casa de banho. Quando chego cá fora, ainda o tesão do mijo não tinha passado, estava a cabra debruçada sobre a cama, a arranjar o vestido de dormir ou uma paneleirice do género. Nunca consegui controlar a minha pila, especialmente com tesão, e como um pitbull a cheirar sangue inocente, dirigiu-se à senaita da mulher, trespassando várias camadas de roupa, três pares de cuecas e uma camada de pintelhos igual à afro do Samuel L. Jackson no Pulp Fiction. Só a oiço exclamar '..', bem na verdade não a ouvi exclamar nada,  estava demasiado concentrado na tarefa. Já não fodia à dois dias porque tinha andado a trabalhar para o Professor Ck e tava com um par de colhoes que de inchado pareciam balões de ar quente. Já ela se tinha vindo meia dúzia de vezes e o elástico das cuecas começara a assar-me a pila, portanto pensei 'Está na altura de acabar isto'. Quando estou quase a vir-me, a puta manda um berro que alertou o marido que estava no quarto ao lado, que entra a correr. Ora bom, o meu esguicho que estava acumulado à dois dias começa a sair e a vaca, surpresa com o marido, salta, o que faz com a gaita salte do sítio. Assim, o seu marido foi atingido com toda a força do meu tiro de gaita e, como era esperado de qualquer corpo que fosse atingido pela jacto que saiu, ficou com um buraco das virilhas às orelhas. Não sobreviveu, claro. Começam a entrar guardas, que devem ter sido desperto pelo buraco enorme que estava agora no lado do Hotel. Corro para a casa de banho, retiro a vagina de látex que tinha no bolso e coloco-a na pila (que mais fazer com uma vagina de látex?), e sou de imediato transportado para dentro da esfera. No ecrã, os números fantasmagóricos haviam sido substituídos por uma mensagem a vermelho 'Integridade da linha temporal comprometida: Invenção da canzana, Morte do Arquiduque Austro-Húngaro Francisco Ferdinando, Desaparecimento de Feverarço'. Pensei para mim 'Com um nome desses não merecia ficar vivo e devia ser paneleiro, ao menos fodi-lhe a mulher, já não é mau.' e começo a esgalhar uma punheta, para relaxar. Depois lembro-me que devia era estar a esgalhar o dildo. Começo a esgalhar o dildo e em vez de meter o meu ano de origem, meto 2009 porque foda-se, tinha acabado de foder e queria era dormir, tava-me a cagar para o ano a que ia parar. E agora cá estou eu. Portanto se fodem de canzana, mandem-me mails de agradecimento, porque se não fosse eu, andava a foder à missionário e para foder assim, mais vale barrarem Vaqueiro nas nalgas e irem sentar-se nos pilares que há na rua.

Portanto se alguém me vir na rua, já sabem porque é que tenho uma cona de látex no bolso.

Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Epá, não sei. Não sei sobre o que hei-de escrever. Só faço este post porque corre o risco de passar uma semana e vocês andarem a bater punhetas com os posts antigos e isso não pode ser. Equivale a ter a Claudia Schiffer ao lado e andar a bater punhetas com a Maitê Proença a cuspir na fonte. Então apresento-vos este post, este monumento à palavra escrita, este.. Olha, já sei, vou escrever sobre varizes. Que tal? Não é uma coisa muito falada, toda a gente gosta, já toda a gente se veio com uma variz. Ou rios carmesim da paixao, como eu gosto de lhes chamar. Passar a lingua por uma variz, bem devagar, foda-se, até já tou todo molhado. Por sorte tenho a Genovas que daqui a pouco já leva com ele. E depois, o que vem associado às varizes? Os anos de cona experiente. Cona que é apertada, não por ser nova mas porque já não vê uso desde a revolução dos cravos. Ou a bela bufa, que com a idade vai ficando mais apertada. Mas as varizes, meus amigos, as varizes... Nada como uma boa perna varicosa. Não há nada neste mundo que chegue a percorrer esses mapas de amor, que possuem uma qualidade de arco-iris. Umas vezes são purpuras, outras rosas, outras ainda são vermelhas... Não é só pela cona ser apertada que eu choro, é pela beleza que as varizes proporcionam aos meus olhos já cansados de cona nova. Cona velha tem outro glamour. Cona velha tem experiência. Cona velha tem varizes.

Desculpem não ser maior o post, mas já tenho lágrimas nos olhos e um tesão nas calças. Cona varicosa já se vê cada vez menos e isso deixa-me triste, ver o estado a que o país chegou, em que tenho que fingir que sou um marido à muito desaparecido para engatar velhas num lar.