quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Boa noite. Hoje apresento-vos um post em forma instrucional, ao bom estilo de 'TV Rural' só que em vez de vos ensinar a foder abóboras e a enfiar tomates no cu (fica para uma próxima oportunidade, não se desiludam, homófobos leitores), espero ensinar-vos a livrarem-se de convidados indesejados. Não, não falo da menstruação. Não falo daquela vez que se vieram dentro na vaj dela e disseram que 'o preservativo se tinha rasgado' e passado uma semana apareceu o exorcista para vos livrar da demonspawn. Falo mesmo de visitas que não saem do vosso domicílio, que, apesar de variadas indirectas e bocejos, não levantam aquele cu gordo e suado do vosso sofá. Trago-vos então, como que uma dádiva divina, cinco passos infaliveis para se livrarem das sanguessugas a que vocês chamam amigos (eu chamo-lhes prostitutas, homem que é homem não tem amigos, é sinal de fraqueza e impede o uso de metáforas tipo: "Um homem é uma ilha" e "Sou um lobo solitário". Também não podem coçar os colhões quando querem).

Passo Um: Ir mijar e não sacudir a pila. Deixar a marinar meia hora, uma hora, em cima do escroto. Mergulhar o escroto na bebida dos vossos 'amigos', sem eles verem. Servir. Se se queixarem do sabor esquisito, digam que é do detergente da máquina, mas metam lá um pintelho para que eles percebam a dica.

Passo Um (Se Forem Gaja) : Servir bebida em garrafas a noite toda, e na altura em que querem que eles se vão embora, enfiar a rosca da garrafa na senaita. Ou no olho do cu.

Passo Dois: Dar um peido no gelado. Sirvam o gelado na cozinha, baixem as calças e dêem largas ao olho do cu. Deixem-no voar como o pássaro livre que ele é.

Passo Três: Se tiverem servido um doce com uma consistência mais sólida, enfiem lá a pila no meio, de forma a fazer um bom buraco em forma de falo. Se alguém perguntar, digam que fizeram numa forma e que ficou o buraco. Se alguém perguntar porque é que também está a marca dos colhões, finjam-se de desentendidos.

Passo Quatro: Abram discretamente a breguilha (se dizem braguilha é porque gostam de pila, existe um consenso da comunidade científica sobre isto) e deixem os colhões apanhar ar. Ninguém tem coragem de vos dizer que têm os colhões de fora, porque estão na vossa casa, mas sentem-se desconfortáveis pelo enorme saco peludo que está na sala e acabam por sair.

Passo Cinco: Não lavem a pila durante três ou quatro dias. Quando tiverem o requeijão formado, é a altura ideal. Metam a mão dentro das calças, a meio de uma conversa, e recolham uma boa porção. Cheirem-no, façam cara de prazer, e esfreguem-no nos dedos, oferecendo-o aos convidados.

É garantido que saem. Não sei é se voltam a entrar. Normalmente, mandam outra puta que não sabe ao que vem.

Boa noite.

"You can lick me where the good Lord split me." - Hank Moody

5 comentários:

  1. A era da piada "Fernando Rocha" remete para esses longos e sombrios anos que precederam o séc XXI. É com muita pena que vejo muitos "humoristas" a recorrerem à comédia barata e de plástico que não diz nem desdiz onde palavrões surgem como frontline de discursos de aparente decadência e muita,mas muito pouca imaginação e criatividade.
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  2. Desculpa-me, mas uma coisa que a minha sempre me disse foi 'Se não gostas, não comes' e acho que é o provérbio ideal para pessoas como tu. Não te obrigo a ler nada, não faço nada para ti nem contra ti. Se achas que recorro ao palavrão e às piadas fáceis porque não tenho imaginação, então enganas-te. Eu escrevo assim porque acho que as asneiras não são o bicho de sete cabeças que os púdicos fazem delas, são palavras como as outras e têm tanto direito de existência como elas. Se prefiro contar uma história com palavrões e asneira, não vejo porque não o hei-de fazer. Não digo asneiras por não saber fazer melhor, digo asneiras porque o escolho fazer. Porque faz as pessoas reagir, mesmo que não seja de forma positiva. E é isso que é a comédia, não é? Interacção entre a audiência e o autor. Acho que desde que não obrigue ninguém a ler, nem ofenda ninguém, não estou a cometer erro nenhum. E não voltes a cometer o erro de dizer que os textos não têm criatividade e imaginação porque têm asneiras. As asneiras são palavras. Só isso. Criam imagens e expressões que não possiveis de criar com outras palavras. Foi por isso que foram inventadas, e, se não te importas, eu vou usá-las. Não dirigem o texto. Não escrevo um texto por causa das asneiras, escrevo as asneiras por causa do texto. Se te vens armar em intelectual de segunda categoria para o meu blog, a atirar insultos para um lado e para o outro, desliga o browser e não leias mais. Não escrevo para ti. Escrevo para mim e para os meus amigos. Acho que já é altura de acabar com falsos pudores, e perceberes que és adulto e que as asneiras existem. Se achas que não tenho imaginação e que não sou criativo, devias reparar que nenhum dos meus textos é sobre a mesma coisa. Escrevo textos longos, histórias longas, que criam um mundo e personagens. Se não é precisa imaginação para isso, mostra-me então o teu blog ou três ou quatro textos teus onde mostras que és o novo tolkien, o novo Robert Jordan. Se achas que és o herói da nossa geração, que vieste para salvar a decência, lembra-te que também queimaram livros porque os achavam indecentes. Pensa que se calhar quem tem um discurso de plástico és tu. 'Se não queres, não comes', já a minha avó dizia.

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  3. Oh anónimo faz de conta que este blog é a casa do Alex, re-le o texto e enfia a carapuça.
    Esse travo amargo que te ficou na boca foi do nosso requeijão "grupal".

    E se vens para criticar (construtivamente por favor) ao menos não o faças como anónimo. Esconder o teu pensamento por trás do anonimato é o equivalente a dizer que se tem medo de ir fazer o toque rectal mas andar o dia todo com o dildo "Hot Chocolate Delicacy" enfiado nas nalgas!

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  4. Peixinho Simão\ola eu sou o peixinho simão e sou uma andorinha bi-polar. A minha mãe e o meu pai andorinhão sempre me disseram que eu era uma andorinha bi-polar mas que não era por isso que deixava de ser uma andorinha prodígio que um dia iria ser a primeira a rasgar o céu na primeira manhã de primavera. Levo uma vida pacata, abstenho-me de situações conflituosas e adoro arroz doce com uma pitada de canela, aquele gostinho um pouco saturado de canela indiana faz-me crescer água no bico. Todos os dias convivo com o meu amigo, o gafanhoto Leonardo. Gosto imenso de passear e de petiscar marisco quando calho na rifa. Sou uma andorinha modesta que pertence á plebe andorinhal, sou ateu e tenho algumas varizes preocupantes. Nao sou grande apologista de grainhas nas uvas, pois fazem-me gases pestilentas e incomodo muita boa andorinha com o meu cheiro nauseabundo. gosto que me chamem FiFi e gosto do meu hi5.

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