Epá, não sei. Não sei sobre o que hei-de escrever. Só faço este post porque corre o risco de passar uma semana e vocês andarem a bater punhetas com os posts antigos e isso não pode ser. Equivale a ter a Claudia Schiffer ao lado e andar a bater punhetas com a Maitê Proença a cuspir na fonte. Então apresento-vos este post, este monumento à palavra escrita, este.. Olha, já sei, vou escrever sobre varizes. Que tal? Não é uma coisa muito falada, toda a gente gosta, já toda a gente se veio com uma variz. Ou rios carmesim da paixao, como eu gosto de lhes chamar. Passar a lingua por uma variz, bem devagar, foda-se, até já tou todo molhado. Por sorte tenho a Genovas que daqui a pouco já leva com ele. E depois, o que vem associado às varizes? Os anos de cona experiente. Cona que é apertada, não por ser nova mas porque já não vê uso desde a revolução dos cravos. Ou a bela bufa, que com a idade vai ficando mais apertada. Mas as varizes, meus amigos, as varizes... Nada como uma boa perna varicosa. Não há nada neste mundo que chegue a percorrer esses mapas de amor, que possuem uma qualidade de arco-iris. Umas vezes são purpuras, outras rosas, outras ainda são vermelhas... Não é só pela cona ser apertada que eu choro, é pela beleza que as varizes proporcionam aos meus olhos já cansados de cona nova. Cona velha tem outro glamour. Cona velha tem experiência. Cona velha tem varizes.
Desculpem não ser maior o post, mas já tenho lágrimas nos olhos e um tesão nas calças. Cona varicosa já se vê cada vez menos e isso deixa-me triste, ver o estado a que o país chegou, em que tenho que fingir que sou um marido à muito desaparecido para engatar velhas num lar.
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