quinta-feira, 24 de junho de 2010



Não sou de cerimónias, e sim, sei que não escrevo nisto desde a ultima vez que tiveram uma erecção, portanto tomem lá a posta:


Ontem à noite estava deitado a tentar adormecer, já tendo batido as duas punhetas da praxe e não podendo bater mais, correndo o risco do cheiro a carne assada acordar os meus pais, e comecei a pensar na vida e nos dilemas que esta nos dá. Por exemplo. Se eu estivesse na rua e fosse apanhado por sete ou dez marmanjos, que me despissem e me dissessem "Pronto, agora ou lambes o cu a esta mendiga ou aqui o Rodrigo mete-te um dedo no cu", escolhia o quê? Por um lado, a mendiga não lava o cu desde a ultima vez que choveu e eu não sei quando isso foi, não vejo a meteorologia desde que meteram um gajo a apresentar aquilo, mas por outro lado, cada dedo do Rodrigo é da grossura do meu pulso. Não sei o que faria. Outro dilema. Sou abordado por duas raparigas, uma com tetas enormes e sumarentas, cuja chocalhar faz ecoar no vento "CHUCHAAAAAAAAA-MEEEEEEE", mas que devia estar a cagar quando distribuíram as caras, porque ficou com uma que estava no fundo do cesto, toda pisada e cheia de marcas. Com uma diferença de dois segundos, aparece outra rapariga, esta parca de tetas, mas que apresenta um befe que, se Hitler o tivesse visto, teria parado a guerra só para lhe poder dar um tapinha. Continuando, então. Apresenta um befe magnífico e umas pernas tão altas que tenho a impressão que têm mais que um par de joelhos, tendo, no entanto, um dívida bastante avultada à Beleza (i.e. é feia que dói). Mais uma vez, sou agarrado por oito ou onze marmanjos, que me despem e me amarram, e obrigam-me a escolher entre as duas. Primeira pergunta, porque é que andam sempre entre 7 a 11 gajos atrás de mim? Segunda pergunta, porque é que me obrigam a fazer estas escolhas? São amigos do Dilemma? Não me respondem. Peso então os prós e os contras. São ambas feias. A primeira tem um par de tetas tão épico que começa a ser um peep show sem o querer ser. A segunda apresenta uma bela bilha que faz conjunto com um par de pernas de comer e chorar por mais. Prós: Acabo sempre por comer uma. Penso na geometria da coisa. Enquanto estou deitado, as mamas acabam por tapar a cara, reduzindo assim a hipótese de eu ver os seus esgares de prazer. Ora, a do befe delicioso não tem esta achega. Acabo por escolher a das mamas.

E menos um dilema por resolver, acabo por adormecer, mão direita na pila, mão esquerda nos testículos, aconchegando-me.

Boa noite.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Desculpem lá o facto de ter quebrado a minha promessa feita à cerca de quinze dias, mas tenho andado ocupado (a cagar para isto) de modos que não tenho tido tempo para escrever um post por dia. No entanto, como sei que vocês sem mim são como uma stripper vestida (sem utilidade), desejo recuperar o tempo perdido e apresentar-vos então um texto todos os dias, e este juramento está marcado com selo de sémen de elefante albino, de forma a que não possa ser quebrado. Começo de imediato o início de aquilo que apenas pode ser descrito como um fantástico ciclo de sete posts. Espero que gostem e se não gostarem, ide para o caralho que eu não sou vosso pai, sou só o gajo que come as vossas mães.

Uma coisa que me chateia nos filmes porno na internet é o facto de não virem com um aviso de conteúdo, do género 'aviso à navegação, este filme contêm cenas extensas da cara do protagonista a gozar da senaita da senhora, e do pénis do mesmo' e assim eu já não tinha que me conter quando quero esguichar e me aparece a cara de um labrego que acha que é estrela de cinema porque está a comer a Urina Pakova e que Jingas das Bolas de Metal é o melhor nome artístico de sempre. De seguida, travecas e shemales (ou gajas com pila). UM AVISO, SENHORES, É SÓ O QUE EU QUERO. Não quero estar a pensar que uma gaja é mesmo mesmo boa e fazerem um zoom out e vê-la a sacar de uma picha maior que a minha. E gajas que gemem enquanto estão a fazer um broche? A sério? Estar a mamar num pedaço de carne dura a cheirar a mijo dá-vos prazer? Tenho que fazer amigas novas, então. Eu, pelo menos, se fosse obrigado a chupar uma pachacha masculina, duvido que o fizesse a gemer de prazer. Talvez de asco, mas nunca de prazer. Também não percebo as moças dóceis e gentis que ao início quase que são obrigadas a agasalhar a costeleta, mas passado dez minutos já o estão a mamar como se fosse o acto mais natural do mundo: 'Ai era para chupa uma pila? Ah, bom, sendo assim está bem. Pensei que fosse qualquer coisa do outro mundo, mas se é um um chupa chupa de carne salgada já marcha. *sug sug*'. É que se tenho que o escamar com um filme, ao menos que seja realista, acho que é o minimo que posso pedir. Vou-me deitar que já estou indignado comó caralho com esta merda toda. Foda-se mais aos filmes pornô que não sabem escrever um argumento nem avisar um gajo que há uma gaja com pila. 

Boa noite.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sem mais demoras, desculpas aos inúmeros leitores deste antro dos devassos por não meter aqui nada novo à tanto tempo. Tenho andado doente (pelo menos certas partes do meu corpo andam sempre ranhosas e fungonas) e aproveitei para meter a escrita em dia. De modo que me encontro em posse de um grande número de textos de alta qualidade humorística e alto nível de badalhoquice, sendo que estas duas qualidades nem sempre se reúnem no mesmo texto. A maior parte das vezes nem se encontram. Bem, de qualquer modo, fiz um intervalo entre punhetas para vos comunicar o seguinte, punheteiros (e punheteiras, não me posso esquecer destas heroínas em disfarce, normalmente de vários riscos de nhanha na cara) anónimos por esse Portugal fora. Vou postar um texto todos os dias até à próxima Segunda-feira, inclusivé. Se algum de vocês tiver problemas cardíacos, venéreos ou simplesmente não gosta de mim, ide para o caralho e não visitem o meu blog. Não gosto dessas mariquices no sítio onde meto os meus puros pensamentos. Tenho dito.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A minha coisa favorita de estar em casa sozinho no verão é tirar o leite do frigorifico, encher uma tigela, mergulhar os colhões e depois dar ao gato da vizinha. Porquê?, perguntam vocês enquanto tiram um dedo do cu e dão a cheirar ao vosso namorado. Primeiro, porque é Verão e acordo com os colhões tão quentes que estão praticamente fundidos às minhas coxas. Segundo, porque o leite suaviza a pele e toda a gente sabe que mamar num colhão macio é outra coisa.Terceiro, o filho da puta do gato mija-me à porta de casa e já não é a primeira vez que escorrego na poça enquanto estou a trazer um pedaço de cona para casa, estragando assim as hipóteses de brincar ao 'Onde está o Salpicão?'. Assim não só refresco os colhões, aumentando as minhas hipóteses de os lamberem por serem frescos e macios, mas também dou a provar ao gato o sabor do meu suor de virilha. Tenho dito.

Este post, assim como o que se encontra por baixo dele, é dedicado ao Amor.

Filipe Amor, that is.

Boa noite.

Um carro chegou à praceta coberto pelo manto da noite. A matrícula lia 'TapDatAzz' e o motorista era um jovem encapuzado que fumava um cigarro e deixava sair o fumo da sua boca, saboreando o tabaco que se desvanecia no ar da noite. As luzes no interior do carro, vermelhas, faziam com que o fumo parecesse fogo e com que o condutor parecesse algo de outro mundo, mas ele não se importava. Neste momento, era melhor ser temido que amado. Respirando o fumo, abriu a porta do carro e saiu. Não se via ou ouvia ninguém na rua. Óptimo. O que estava prestes a fazer não ia ser fácil de explicar a alguém que sabia o que se passava, quanto mais a uma pessoa completamente ignorante do mundo à sua volta. Tirando um grosso pau de giz do seu bolso das calças, começou a desenhar um circulo quase perfeito no chão, com algumas runas de aspecto antigo. Quando acabou o 'desenho', puxou a manga direita do casaco até ao cotovelo, mostrando uma luva que lhe cobria o braço, feita de aço vermelho. Chamas dançavam na superfície do material, mesmo que o único fogo nas redondezas fosse o seu cigarro. Apagou-o nesta luva e soltou um baixo gemido de dor. O fogo, que parecera apenas um desenho, ganhou vida e quebrou o negro da noite. Ajoelhou-se e tocou no circulo de giz, que desapareceu instantaneamente, deixando ficar apenas uma pequena circunferência de chamas no que havia sido o centro do desenho. Respirou fundo, e acendeu outro cigarro. 'Agora é só esperar', pensou. 
     Olhou à sua volta. As casas estavam todas pintadas de branco, com cercas de madeira castanha, envernizada. Tinham todas uma árvore no quintal e algumas tinham brinquedos em frente à garagem. Enquanto observava estas casas, sentiu que alguém também o observava a ele. O chão começara a tremer e quando olhou para o que outrora havia sido o seu desenho, viu uma criatura cornuda, com asas de gelo e coberta de pêlos. Trazia um punhal à cintura e as runas que havia desenhado no chão estavam agora no peito do animal. A sua cara contorcia-se em esgares estranhos, um misto de prazer e dor, caretas que fariam o mais bravo dos homens fugir de medo. Mas não Filipe. Estava ali numa missão e era o único que a poderia cumprir. Não por ser o mais bravo, ou o mais forte. Sentia medo e os seus músculos tremiam de vontade de fugir. Mas não podia. Não hoje. 
     Desde que encontrara a luva, não passava um dia em que não amaldiçoasse a sua curiosidade. Porque é que havia de ter ido receber a herança do tio? Tinha conseguido passar a vida toda sem ninguém, desde que fora abandonado numa igreja, mas quando recebeu a notícia de que era procurado por um advogado que tinha algo para lhe dar, não resistiu. Lembrava-se perfeitamente de quando abriu o pequeno cofre de bronze e exclamou 'É só isto? Viajei 400 quilómetros por uma luva que nem sequer tem par?'. Ignorando completamente as instruções do advogado para nunca a calçar, experimentou-a assim que chegou a casa. Assomado por milhares de pensamentos ao mesmo tempo, lembrou-se de mil vidas passadas e mil vidas futuras. Lembrou-se de ser um cavaleiro e receber Excalibur. Lembrou-se de ser um Cruzado e esconder o Santo Graal. De matar dragões e comer os seus corações. De ser o homem mais poderoso à face da Terra e deitar tudo a perder por uma mulher. Foi necessário um esforço digno de um Deus para voltar a acordar, mas acordou. Haviam passado três dias e três noites e a luva tinha engolido o seu braço, vermelha com chamas, rejeitando qualquer tentativa de ser retirada. Cansado, com sede e fome, bebeu e comeu tudo o que tinha no seu frigorífico e despensa. A sua fome saciada, foi dormir. Mal fechou os olhos, viu-se a sacrificar por uma mulher. Não a sacrificar a sua vida, mas o seu poder. Viu-se a entregar a sua espada, a sua armadura, as chavas do seu tesouro, os seus livros de magia. Teve mil visões e em todas elas, sacrificou-se por uma mulher de cabelo cobalto e olhos cor de trigo. Acordou com uma voz que vinha do seu quarto e o avisava '...rder, não desta vez, é a nossa última hipótese, não podes perder, não desta vez'. Sentou-se na cama e procurou a fonte da voz. Uma pequena gárgula estava empoleirada aos pés da sua cama e quando os seus olhares se cruzaram, exclamou 'Desculpe-me, mestre! Desculpe, desculpe, desculpe'. 'Que raio?!' exclamou Filipe, enquanto saltou para fora da cama e se encostou à parede. 'Mestre, tem que vir comigo, temos pouco tempo e..'. 'E nada, caralho, sai do meu quarto, não me basta já a puta da luva que nem punhetas posso bater sem assar a pila toda, agora ando a alucinar gárgulas que falam, foda-se mais a minha vida'. 'Mas mestre, a luva é o único artefacto que possuímos, a única maneira que temos de invocar o notório Biaigi!'. 'Quero é que esse se foda, deixa-me em paz que já não cago há três dias, vou ficar sentado em merda'. Neste momento, a gárgula salta para cima do Filipe e grita 'Não, invoque o demónio, temos que o matar, temos que salvar o mundo, não cague já, não, não, invoque o demónio, temos que o matar'. Derrotado, Filipe abana a cabeça num gesto afirmativo que fez com que a gárgula relaxasse.'Então que demónio é esse que não posso cagar sem o matar antes?'.
     E aqui estava ele, três meses depois, em frente ao demónio que o havia morto mil vezes antes, após ele ter entregue tudo o que o tornava poderoso, o demónio que havia destruído o mundo mil vezes antes. E apenas ele e a sua luva, a luva que havia sido tocada pelo sangue que escorreu da única ferida que o demónio alguma vez sofreu, estavam agora entre o vil animal e o apocalipse. Nas últimas mil vidas, havia entregue o artefacto que podia impedir Biaigi, havia escolhido uma mulher em vez da sabedoria milenar, em vez de matar o demónio. Mas não hoje. Havia-se certificado que escolhia o cruzamento das linhas Ley com menos probabilidade de ter alguém ao pé. Todos os moradores das casas haviam sido avisados de uma infestação de abelhas africanas e só voltariam daí a uma semana. 'Tu é que me mataste mil vezes? Com esse punhal apaneleirado? Fuck that'. 'Não, nem sempre te matei com o meu punhal. Por vezes esventrei-te com as minhas mãos, outras estrangulei-te... Podes nunca ter tido uma morte limpa, mas sempre tiveste uma morte divertida' exclamou o demónio, com um sorriso enorme que revelara os seus dentes, limados até terem pontas como lâminas. 'Ainda bem que gostaste, porque com esta luva não me podes tocar, e só olhares deve exigir um esforço imenso.'.'Essa é a luva... A luva que usaste quando me feriste...' disse Biaigi, mostrando um buraco uns centímetros abaixo do coração.'Felizmente, falhaste.' disse, e um riso demoníaco inundou a rua. Filipe riu-se também enquanto puxou uma espada brilhante, coberta de pedras preciosas e vários escritos em várias línguas. 'Vou-me certificar que isso não acontece hoje.'. Ao começar a correr em direcção ao demónio, apercebeu-se do sorriso que nascera na cara da besta. Seguiu a direcção do seu olhar e percebeu porquê. Uma rapariga de cabelo cobalto e olhos cor de trigo saiu de uma casa, usando apenas um vestido de noite. Era a rapariga que viu nas suas visões. A rapariga que o fazia deitar tudo a perder. Tão depressa quanto possível, o demónio materializou-se ao pé da rapariga, encostando o seu punhal à sua tenra garganta. 'Olha, olha, cá estamos outra vez. Já sabemos como isto funciona, não é? Tu dás-me a luva, eu não mato a rapariga, não morro, fica toda a gente feliz. Menos os que morrem. Que agora que penso nisso, é toda a gente. Portanto suponho que apenas eu fique feliz. Que se foda, sou um demónio, não é suposto ser boa pessoa.'. A rapariga, cujo olhar mortificado se fixava no de Filipe, suplicou 'Não lhe dês a luva, mata-o, mata-o já, caga em mim, uma vida não é mais importante que seis biliões!'. A espada que Filipe agarra com tanto fervor tinha caído. Não tinha ouvido nada do que se havia passado. Estava abismado com a beleza da rapariga. Tudo o que havia no mundo podia desaparecer, desde que ele a pudesse beijar só uma vez. 'Tic tac, tic tac, Filipe, como é que vai ser? Dás-me a luva ou a rapariga morre?'. 'Dou... Eu dou-te a luva, dá-me a rapariga.'. Enquanto o demónio atirou a rapariga a Filipe, a luva caíra ao chão, imóvel, fria. Ao ir ter com a mulher que o esperava, ajoelhada no chão, o demónio trespassou-o com o seu punhal. 'Nunca disse nada sobre não te fazer mal.'. Filipe sorriu, o sabor cobreado do sangue na sua boca: 'Eu também não disse que não te ia matar.'. Com a sua mão direita, puxou uma pequena faca de dentro do casaco e espetou-a no coração do demónio, que gritou de dor e desapareceu em cinzas. 'Acho que desta vez não falhei.' exclamou, antes de cair nos braços da jovem. 'Eras mesmo capaz de destruir o teu destino, o destino do mundo, por minha causa?'. Responde-lhe Filipe 'Um beijo teu é um destino tão melhor que a vitória.'.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ahhhh.... Cagar. Não o simples acto de defecar, mas também o acto simbólico da exorcização dos demónios do dia. O bem que me sabe sentar as minhas nádegas da cor de porcelana, mas uma porcelana máscula, no trono branco da minha casa de banho. Reparem que todos os pensamentos do dia vão com o cagalhão para o Atlântico assim que puxamos o autoclismo. É toda uma dança, um movimento que exige partes iguais de cérebro e corpo quando, por exemplo, tenho o cagalhão a fazer festas aos boxers. Exige cérebro porque tenho que me concentrar para não deixar os suores frios deixarem-me desidratado e tenho que planear o caminho mais curto entre o sítio onde estou e a minha sanita (só cagar em casa é que me sabe bem). Poderia dizer que todo o homem que já se sentiu à rasca para cagar é um engenheiro de renome, pois mais ninguém consegue fazer tantos cálculos com um tassalho de merda a querer fugir. Exige também força a nivel físico pois a força que tenho que exercer com as minhas nádegas para impedir o malandro castanho de ver o mundo exterior é equiparável à de Hércules, aquando completava as suas Doze Tarefas. E depois, o prazer que me dá deixar cair o cócó na água fria da sanita, o respingar da água fria que me arrefece o cu que depois de tanto tempo fechado se sente cansado e dorido. É um ritual que não perco por nada. E, claro, é na sanita que ocorrem os grandes momentos de reflexão do Homem. Estamos sozinhos, vulneráveis, em contacto com cheiros alucinogénos (de acordo com as refeições anteriores). Não se poderiam recolher melhores condições para revelações filosóficas. E é também na sanita que gosto de abrir as minhas cartas e os meus e-mails, ver filmes de terror... Porque se me vou cagar todo, ao menos que cague com redobrada força de algum mail com uma imagem menos apropriada. Além de que é o momento que mais se aproxima de dar à luz, sendo um homem e logo ai merece pelo menos cinco minutos de atenção. Onde eu quero chegar é que gosto do ritual de cagar e queria que toda a gente soubesse. Bem hajam e bem caguem.

Boa noite.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quando vejo uma série antiga sou imediatamente abatida por uma enorme onda de nostalgia que apaga tudo o que esteja a sentir no momento. Enquanto estou a ver episódio atrás de episódio, já não sou eu. Não tenho vinte anos, não tenho prazos a cumprir ou pessoas a agradar. Não tenho que fingir ou mentir. Tenho outra vez 7 anos e estou a ver pela primeira vez uma sitcom. Tenho 12 anos e sinto uma verdadeira relação com os personagens. Sinto a minha vida a mudar com as decisões, conscientes ou não, que faço. E essas decisões, influenciadas pela minha ainda pouca experiência de vida, eram também influenciadas pela série que via. Posso dizer que estas personagens, estas "pessoas", fazem tão parte de mim quanto os meus pais, a minha irmã, os meus amigos. Talvez mais. Sinto que lhes criei um mundo dentro de mim, um mundo que cada vez visito menos, não por falta de vontade, mas porque não tenho tempo para isso. Há sempre algo mais importante, e acabo por me ir esquecendo deles. Mas quando me sinto mal, quando me sinto triste, posso contar com eles. Posso ver um episódio, uma curta visita de vinte minutos à vida destes "amigos" que abandonei e sinto-me imediatamente melhor. Sinto saudades da inocência que tinha quando vivia com eles. Sinto saudade da primeira vez que ouvi um álbum do Paul Simon e senti que ele estava a falar comigo. Sinto vontade de abraçar a Helen e o Paul do 'Mad About You', de fazer parte do mundo deles. Quero rir-me outra vez com os Friends, mas não consigo, já sei os episódios de cor e sei o que vão dizer antes deles o dizerem. É claro que tenho novas séries, novos álbuns, mas nada é igual. Tudo muda, e nós mudamos também. Ver uma série antiga, que via quando era criança, ou adolescente, e ser inundado por nostalgia é um dos maiores prazeres que imagino possivel. Só não se compara ao prazer de outrora.


Boa noite.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Boa noite. Estava a arrumar o meu quarto quando descubro um texto que remonta à altura em que eu andava a apalpar bom cu no recreio. Tinha eu os meus inocentes seis ou sete anos, quando escrevi o seguinte texto como trabalho de casa:

"Se eu fosse um animal, seria um cavalo, porque os cavalos são bonitos e também têm músculos e correm o dia todo e as gajas que montam a cavalo já não têm hímen porque andar a cavalo rasga e assim já não se queixam quando chega a hora do castigo.
Os cavalos são fixes porque comem feno e têm uma lingua grande mas comer feno o dia todo deve fartar, pelo menos eu farto-me de só mexer nas mamas da Maria, às vezes gostava de comer um pito, mas a Professora Deolinda só vem às Terças.
Quando os cavalos nascem não conseguem andar porque não têm força nas patas, e por isso Deus deu-lhes uma pila que chega ao chão para se apoiarem e eu gostava que a minha pila fosse mais pequena, por isso gostava de ser cavalo para a minha pila parar no chão e não continuar a desenrolar por aí fora. Gosto muito da estrabaria onde os cavalos são guardados porque na estrebaria dão-se grandes fodas porque as mulheres que lá andam são grandes putas, já dizia o meu avô, 'Na estrebaria, putas de noite e dia'.
Os cavalos também cagam onde lhes apetece e eu gostava de fazer isso, especialmente quando a Inês não me toca na gaita porque diz que tenho piolhos, só me apetece cagar-lhe em cima, mas a minha mãe diz que já não posso fazer isso, que fazer uma vez ao senhor guarda bastou.
Em conclusão, eu gostava de ser cavalo mas os cavalos têm um lado mau, às vezes são montados por homens grandes e suados e para isso já me basta a Dona Reolina que trabalha na papelaria.'

Bons tempos, com a Dona Reolina.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

     Um grito rasgou o ar frio da manhã, limpando os resquícios de sono de todos os que o ouviram. Embora fosse um grito de um bébé, o ribombar da voz fazia querer algo sobre-humano por detrás deste poderoso som. Não era uma qualquer cria, qualquer coisa feita a partir de uma pessoa. Este não era um bébé qualquer, mas sim um catalisador. Um catalisador que simbolizava mudanças que ainda estavam por vir mas que anunciavam o início de uma nova era. A era de Dáv Id.
     A sua infância, marcada por insultos vindos de ignorantes, que gozavam o seu pénis por ser tão curto, passou rapidamente, pois desde cedo, a criança aprendeu que a pilinha não servia apenas para fazer chichi mas que tinha também outras funções de entretenimento que envolviam rápidos movimentos para cima e para baixo. Embora adormecesse a chorar todas as noites por causa das alcunhas que o acompanhavam durante o dia (pavio curto, shortround), sabia que estava destinado a algo maior. Estava destinado à grandeza, mesmo que o seu pénis não estivesse e não deixaria que ninguém dissesse o contrário. Assim, infância passa à puberdade, que passa à adolescência e vem a primeira queca.
     Preocupado, o nosso herói não descansava. Sabia que com a primeira namorada de adolescência viria inevitavelmente a perda da virgindade, mas tinha medo de ser gozado, tal como gozavam consigo na infância. Um dia, tendo sido obrigado a limpar o sotão, descobre dentro de um baú, um conjunto de cartas que haviam sido deixadas pelo seu tetravô, cartas estas que indicavam a existência de uma enorme espada encantada que quando molhada pelo sangue da Bruxa de Gelo permitia a concretização de um desejo. O adolescente, que morria de medo que a sua namorada descobrisse o seu pénis curto, leu as cartas todas, em busca de uma pista sobre onde estaria a Bruxa. Finda a leitura das cartas, e sem pistas sobre o paradeiro da Bruxa, o adolescente ficou deprimido e a sua preocupação tornou-se em amargura. Com a espada que havia retirado do baú escondida dentro das calças, foi para o seu quarto, onde planeava chorar e masturbar-se até que o doce alívio do orgasmo o viesse buscar.
     Ao entrar do quarto e ao tirar a espada das calças, cortou um colhão, mas o sangue que deveria ter escorrido, ficou preso na lâmina da espada. Tomado por uma sensação enorme de fatiga, o nosso herói deitou-se na cama e rapidamente adormeceu, entrando num sono profundo.
     Estava numa sala completamente vazia, sentado numa cadeira de madeira. O frio gelava-lhe os ossos e ao ver que tinha o badalo ao ar, ainda mais gelado ficou, com a vergonha a queimar-lhe um buraco no estômago. Uma voz, vinda de todo o lado e de lado nenhum, suave como o vento mas forte como uma tempestado soou. 'Sou a espada Mjuner! E tu... Tu és o escolhido! O teu sangue não deixa dúvidas, és aquele que virá salvar a Terra Sagrada de Reykvar?' O adolescente, ainda embasbacado com a situação não sabia o que havia de responder à voz incorpórea, tendo saido apenas um gemido 'Sim?..'. Mas quando abriu a boca, o que saiu não fora um gemido, mas um grito. Um grito que lhe aqueceu o corpo e trouxe de novo vida aos músculos, metendo-o de pé. Responde a voz 'Desculpe-me, senhor, não pretendi ofensa. Uma vez que está aqui, e que é o nosso Salvador, posso fazer alguma coisa por si?'. Sem qualquer sombra de dúvida e com a rapidez de um relâmpago, soou a sua voz-trovão 'Quero uma pila maior!'. A voz, que até ali retinha um tom calmo e pacífico, tremeu. 'De certeza? Eu faço o que quiser. Quer uma pila maior?'. Sim, foi a resposta do herói, mil vezes sim. Quando tirou as mãos que cobriam as suas vergonhas, desenrolou-se um pénis que se estendia até aos joelhos, grosso como uma perna de um homem adulto. 'Agora que fiz o que meu pediu, meu mestre, salvará o meu mundo?'. A resposta do nosso herói foi um estrondoso 'Sim!'. Com o seu novo pénis, sentia-se capaz de enfrentar o mundo. Como que por magia, uma capa de veludo grossa cobriu-lhe as costas e uma porta de vidro apareceu-lhe à frente. 'Mas o teu mundo precisa de ser salvo do quê, com criaturas omnipotentes como tu?'. Uma resposta que veio numa brisa de verão roçou-lhe as orelhas, ao mesmo tempo que Mjuner lhe apareceu nas mãos: 'Já ouviste falar da Bruxa de Gelo?'. Com um sorriso nos lábios, David abriu a porta e entrou no reino mágico de Reykvar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Estreou-se um novo ano e não me convidaram para desvirginar o mesmo. Logo aí, começamos com o pé(nis) errado. Depois, passei as doze badaladas completamente consciente e alerta. O Grande Arquitecto devia estar a gozar com a minha cara quando planeou este ano, concerteza. Chego à civilização (passo os feriados num bunker desde o bug do milénio) e quando vou para abrir a porta da minha mansarda (vivo num apartamento mas gosto da palavra mansarda) deparo-me com o André, um homem quebrado e esguio a chorar na entrada do meu prédio. Se fosse outro homem qualquer, não me admirava, com a quantidade de mulheres, namoradas, filhas e melhores amigas que eu desfloro, quase diariamente, a única coisa que me deixa surpreso é não serem mais. No entanto, desta vez era o André. Campeão de lançamento de caroços de cereja e punheta estilo estafeta, André era senhor de si mesmo e de um casaco verde vomitado que dizia lhe havia sido concedido pelo papa. É claro que neste caso, o papa era o senhor Rui da mercearia. Sempre senhor de si mesmo, nasceu algures entre a Covilhã e o colhão de seu pai. Aos 19, quando finalmente começou a ter pêlos na zona pudibunda, fugiu de casa e juntou-se ao circo, a fazer de domador de leões. Chegado ao circo, lembrou-se que tinha medo de animais e voltou para casa, mas os seus pais fingiram que não o conheciam e obrigaram-no a pagar renda. Por isso achei estranho ver este homem, este ser quase divino a chorar à minha porta. Dei-lhe um pontapé nas costelas, como quem pergunta "Que se passa, amigo? Está tudo bem? Queres um ombro amigo?", e ele respondeu-me com um gemido de quem está triste, de quem levou um pontapé nas costelas. Quando ele olhou para o lado, corri escadas acima e vim escrever este post para o animar. Não sei o que se passa com ele, nem quero saber. Espero que este post o anime para parar de chorar na minha rua e afastar as gajas que me vêem ver. Vou portanto animá-lo da única forma que sei. Vou escrever um texto contando uma aventura da sua infância.

Era André ainda uma criança, um jovem de quatro ou cinco anos, já com barba na venta e mamilos erectos quando se deparou com um estranho alto nas suas calças. Que alto pode ser este, exclamou André, ao ver os Power Ranger's. Deixou o tempo passar, com esperanças de que o alto se desvanecesse, mas tal não aconteceu. Já preocupado que lhe caisse o seu pipi masculino, foi à casa de banho e baixou as calças, ficando de olhar fixo na pequena salsicha estilo frankfurt que se debatia contra o tecido frágil das suas boxers. Prezando pela segurança das suas pobres boxers, André, heroicamente, baixa-as, salvando-as de um buraco certo, ou no minimo, de uma mancha. Oh meu Deus, que hei-de eu fazer, a minha mãe vai-me matar, nunca mais vou sair à rua, que vergonha, que vergonha, todos estes pensamentos passaram pela sua pobre cabecita. Lembrou-se então de algo de que tinha ouvido falar fazia algum tempo. Algo que era a solução para todos os seus problemas. Algo que resolveria o que o afligia em tempo record. A fabulosa, a mítica, a legendária... Punheta. Uma estranha calma apoderou-se da mente do pequeno jovem tesudo. Soube então o que tinha que fazer. Cuspiu para a mão e respirou fundo. Começou o movimento que todos os machos têm implantado na sua mente, no seu código genético. Ainda que não soubesse o que estava a fazer, a sua mão adquiriu vida. Mexia-se sozinha e André estava perdido num paraíso. Uma batida na madeira e a porta abre-se. Que estás a fazer que já tas ai trancado vai para meia hora e as palavras saiam da boca de sua mãe em câmara lenta. De pichita na mão e olhar surpreso na cara, virou-se para a porta, no momento em que o orgasmo chegava. As pernas da progenitora não tiveram velocidade suficiente e foi então que André se veio no avental da sua mãe. Fim

Espero que tenhas gostado, amigo.

Feliz 2011.