segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Boa noite. Estava a arrumar o meu quarto quando descubro um texto que remonta à altura em que eu andava a apalpar bom cu no recreio. Tinha eu os meus inocentes seis ou sete anos, quando escrevi o seguinte texto como trabalho de casa:

"Se eu fosse um animal, seria um cavalo, porque os cavalos são bonitos e também têm músculos e correm o dia todo e as gajas que montam a cavalo já não têm hímen porque andar a cavalo rasga e assim já não se queixam quando chega a hora do castigo.
Os cavalos são fixes porque comem feno e têm uma lingua grande mas comer feno o dia todo deve fartar, pelo menos eu farto-me de só mexer nas mamas da Maria, às vezes gostava de comer um pito, mas a Professora Deolinda só vem às Terças.
Quando os cavalos nascem não conseguem andar porque não têm força nas patas, e por isso Deus deu-lhes uma pila que chega ao chão para se apoiarem e eu gostava que a minha pila fosse mais pequena, por isso gostava de ser cavalo para a minha pila parar no chão e não continuar a desenrolar por aí fora. Gosto muito da estrabaria onde os cavalos são guardados porque na estrebaria dão-se grandes fodas porque as mulheres que lá andam são grandes putas, já dizia o meu avô, 'Na estrebaria, putas de noite e dia'.
Os cavalos também cagam onde lhes apetece e eu gostava de fazer isso, especialmente quando a Inês não me toca na gaita porque diz que tenho piolhos, só me apetece cagar-lhe em cima, mas a minha mãe diz que já não posso fazer isso, que fazer uma vez ao senhor guarda bastou.
Em conclusão, eu gostava de ser cavalo mas os cavalos têm um lado mau, às vezes são montados por homens grandes e suados e para isso já me basta a Dona Reolina que trabalha na papelaria.'

Bons tempos, com a Dona Reolina.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

     Um grito rasgou o ar frio da manhã, limpando os resquícios de sono de todos os que o ouviram. Embora fosse um grito de um bébé, o ribombar da voz fazia querer algo sobre-humano por detrás deste poderoso som. Não era uma qualquer cria, qualquer coisa feita a partir de uma pessoa. Este não era um bébé qualquer, mas sim um catalisador. Um catalisador que simbolizava mudanças que ainda estavam por vir mas que anunciavam o início de uma nova era. A era de Dáv Id.
     A sua infância, marcada por insultos vindos de ignorantes, que gozavam o seu pénis por ser tão curto, passou rapidamente, pois desde cedo, a criança aprendeu que a pilinha não servia apenas para fazer chichi mas que tinha também outras funções de entretenimento que envolviam rápidos movimentos para cima e para baixo. Embora adormecesse a chorar todas as noites por causa das alcunhas que o acompanhavam durante o dia (pavio curto, shortround), sabia que estava destinado a algo maior. Estava destinado à grandeza, mesmo que o seu pénis não estivesse e não deixaria que ninguém dissesse o contrário. Assim, infância passa à puberdade, que passa à adolescência e vem a primeira queca.
     Preocupado, o nosso herói não descansava. Sabia que com a primeira namorada de adolescência viria inevitavelmente a perda da virgindade, mas tinha medo de ser gozado, tal como gozavam consigo na infância. Um dia, tendo sido obrigado a limpar o sotão, descobre dentro de um baú, um conjunto de cartas que haviam sido deixadas pelo seu tetravô, cartas estas que indicavam a existência de uma enorme espada encantada que quando molhada pelo sangue da Bruxa de Gelo permitia a concretização de um desejo. O adolescente, que morria de medo que a sua namorada descobrisse o seu pénis curto, leu as cartas todas, em busca de uma pista sobre onde estaria a Bruxa. Finda a leitura das cartas, e sem pistas sobre o paradeiro da Bruxa, o adolescente ficou deprimido e a sua preocupação tornou-se em amargura. Com a espada que havia retirado do baú escondida dentro das calças, foi para o seu quarto, onde planeava chorar e masturbar-se até que o doce alívio do orgasmo o viesse buscar.
     Ao entrar do quarto e ao tirar a espada das calças, cortou um colhão, mas o sangue que deveria ter escorrido, ficou preso na lâmina da espada. Tomado por uma sensação enorme de fatiga, o nosso herói deitou-se na cama e rapidamente adormeceu, entrando num sono profundo.
     Estava numa sala completamente vazia, sentado numa cadeira de madeira. O frio gelava-lhe os ossos e ao ver que tinha o badalo ao ar, ainda mais gelado ficou, com a vergonha a queimar-lhe um buraco no estômago. Uma voz, vinda de todo o lado e de lado nenhum, suave como o vento mas forte como uma tempestado soou. 'Sou a espada Mjuner! E tu... Tu és o escolhido! O teu sangue não deixa dúvidas, és aquele que virá salvar a Terra Sagrada de Reykvar?' O adolescente, ainda embasbacado com a situação não sabia o que havia de responder à voz incorpórea, tendo saido apenas um gemido 'Sim?..'. Mas quando abriu a boca, o que saiu não fora um gemido, mas um grito. Um grito que lhe aqueceu o corpo e trouxe de novo vida aos músculos, metendo-o de pé. Responde a voz 'Desculpe-me, senhor, não pretendi ofensa. Uma vez que está aqui, e que é o nosso Salvador, posso fazer alguma coisa por si?'. Sem qualquer sombra de dúvida e com a rapidez de um relâmpago, soou a sua voz-trovão 'Quero uma pila maior!'. A voz, que até ali retinha um tom calmo e pacífico, tremeu. 'De certeza? Eu faço o que quiser. Quer uma pila maior?'. Sim, foi a resposta do herói, mil vezes sim. Quando tirou as mãos que cobriam as suas vergonhas, desenrolou-se um pénis que se estendia até aos joelhos, grosso como uma perna de um homem adulto. 'Agora que fiz o que meu pediu, meu mestre, salvará o meu mundo?'. A resposta do nosso herói foi um estrondoso 'Sim!'. Com o seu novo pénis, sentia-se capaz de enfrentar o mundo. Como que por magia, uma capa de veludo grossa cobriu-lhe as costas e uma porta de vidro apareceu-lhe à frente. 'Mas o teu mundo precisa de ser salvo do quê, com criaturas omnipotentes como tu?'. Uma resposta que veio numa brisa de verão roçou-lhe as orelhas, ao mesmo tempo que Mjuner lhe apareceu nas mãos: 'Já ouviste falar da Bruxa de Gelo?'. Com um sorriso nos lábios, David abriu a porta e entrou no reino mágico de Reykvar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Estreou-se um novo ano e não me convidaram para desvirginar o mesmo. Logo aí, começamos com o pé(nis) errado. Depois, passei as doze badaladas completamente consciente e alerta. O Grande Arquitecto devia estar a gozar com a minha cara quando planeou este ano, concerteza. Chego à civilização (passo os feriados num bunker desde o bug do milénio) e quando vou para abrir a porta da minha mansarda (vivo num apartamento mas gosto da palavra mansarda) deparo-me com o André, um homem quebrado e esguio a chorar na entrada do meu prédio. Se fosse outro homem qualquer, não me admirava, com a quantidade de mulheres, namoradas, filhas e melhores amigas que eu desfloro, quase diariamente, a única coisa que me deixa surpreso é não serem mais. No entanto, desta vez era o André. Campeão de lançamento de caroços de cereja e punheta estilo estafeta, André era senhor de si mesmo e de um casaco verde vomitado que dizia lhe havia sido concedido pelo papa. É claro que neste caso, o papa era o senhor Rui da mercearia. Sempre senhor de si mesmo, nasceu algures entre a Covilhã e o colhão de seu pai. Aos 19, quando finalmente começou a ter pêlos na zona pudibunda, fugiu de casa e juntou-se ao circo, a fazer de domador de leões. Chegado ao circo, lembrou-se que tinha medo de animais e voltou para casa, mas os seus pais fingiram que não o conheciam e obrigaram-no a pagar renda. Por isso achei estranho ver este homem, este ser quase divino a chorar à minha porta. Dei-lhe um pontapé nas costelas, como quem pergunta "Que se passa, amigo? Está tudo bem? Queres um ombro amigo?", e ele respondeu-me com um gemido de quem está triste, de quem levou um pontapé nas costelas. Quando ele olhou para o lado, corri escadas acima e vim escrever este post para o animar. Não sei o que se passa com ele, nem quero saber. Espero que este post o anime para parar de chorar na minha rua e afastar as gajas que me vêem ver. Vou portanto animá-lo da única forma que sei. Vou escrever um texto contando uma aventura da sua infância.

Era André ainda uma criança, um jovem de quatro ou cinco anos, já com barba na venta e mamilos erectos quando se deparou com um estranho alto nas suas calças. Que alto pode ser este, exclamou André, ao ver os Power Ranger's. Deixou o tempo passar, com esperanças de que o alto se desvanecesse, mas tal não aconteceu. Já preocupado que lhe caisse o seu pipi masculino, foi à casa de banho e baixou as calças, ficando de olhar fixo na pequena salsicha estilo frankfurt que se debatia contra o tecido frágil das suas boxers. Prezando pela segurança das suas pobres boxers, André, heroicamente, baixa-as, salvando-as de um buraco certo, ou no minimo, de uma mancha. Oh meu Deus, que hei-de eu fazer, a minha mãe vai-me matar, nunca mais vou sair à rua, que vergonha, que vergonha, todos estes pensamentos passaram pela sua pobre cabecita. Lembrou-se então de algo de que tinha ouvido falar fazia algum tempo. Algo que era a solução para todos os seus problemas. Algo que resolveria o que o afligia em tempo record. A fabulosa, a mítica, a legendária... Punheta. Uma estranha calma apoderou-se da mente do pequeno jovem tesudo. Soube então o que tinha que fazer. Cuspiu para a mão e respirou fundo. Começou o movimento que todos os machos têm implantado na sua mente, no seu código genético. Ainda que não soubesse o que estava a fazer, a sua mão adquiriu vida. Mexia-se sozinha e André estava perdido num paraíso. Uma batida na madeira e a porta abre-se. Que estás a fazer que já tas ai trancado vai para meia hora e as palavras saiam da boca de sua mãe em câmara lenta. De pichita na mão e olhar surpreso na cara, virou-se para a porta, no momento em que o orgasmo chegava. As pernas da progenitora não tiveram velocidade suficiente e foi então que André se veio no avental da sua mãe. Fim

Espero que tenhas gostado, amigo.

Feliz 2011.